Matizes Escondidos

07/11/2009

Continuação do Post anterior

Mais alguns gráficos relacionados com o post anterior. No eixo y, a relação (%) entre o produto per capita em relação aos EUA (y), conforme a Penn World Table 6.3. No eixo x, os anos.

PIB per capita em relação aos EUA 

PIB per capita em relação aos EUA 

PIB per capita em relação aos EUA  

PIB per capita em relação aos EUA 

PIB per capita em relação aos EUA 

PIB per capita em relação aos EUA 


Escrito por Philipe às 20h54
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Tristes Tópicos?

"O God of Earth and Altar,
Bow down and hear our cry,
Our earthly rulers falter,
Our people drift and die.
The walls of gold entomb us,
The swords of scorn divide.
Take not thy thunder from us,
But take away our pride."

G. K. Chesterton; English Hymnal

 

Apesar de toda a conversa congratulatória e autocongratulatória (além de alguns delírios) sobre o Brasil e outros países ditos "emergentes", o fato é que a diferença de renda entre esses países e os países com economias ditas "desenvolvidas" ainda é enorme. Não serão dois ou três anos de crescimento elevado que irão neutralizar o legado de décadas de desgoverno e fechar de maneira significativa o gap entre esses países e os países líderes em renda. 

Com dados da novíssima Penn World Table 6.3, podemos analisar a tendência (com ajuste linear em todos exceto o Brasil, com ajuste polinomial de ordem 2) do produto per capita de alguns países sul-americanos em relação ao dos EUA. Como os EUA são uma economia "madura", poderia ser esperada alguma forma de convergência de renda com os países menos desenvolvidos. Isso, porém, não necessariamente acontece.

Para os gráficos abaixo, no eixo X estão os anos. No eixo Y, a relação (%) entre o produto per capita  no país em questão e o dos EUA (variável y na PWT).

Tendência de Renda em relação aos EUA: Argentina 

Tendência de Renda per capita em relação aos EUA: Brasil 

Tendência de Renda per capita em relação aos EUA: Uruguai 

Tendência de Renda per capita em relação aos EUA: Venezuela 

Para não falar que não falei de flores - Botswana:

Botswana: O tigre africano 


Escrito por Philipe às 11h37
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06/11/2009

Radioactive Space Monkeys

Debate rages over radioactive space monkeys.

E eu que pensei que era alguma coisa do The Onion...

 

 


Escrito por Philipe às 21h58
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Armen Alchian, O Mercado de Ações e a Bomba Atômica

Armen Alchian, o mercado de ações e a bomba atômica, conforme citado aqui:

The year before the H-bomb was successfully created [in the 1950s], we in the economics division at RAND were curious as to what the essential metal was—lithium, beryllium, thorium, or some other. The engineers and physicists wouldn't tell us economists, quite properly, given the security restrictions. So I told them I would find out. I read the U.S. Department of Commerce Year Book to see which firms made which of the possible ingredients. For the last six months of the year prior to the successful test of the bomb, I traced the stock prices of those firms. I used no inside information. Lo and behold! One firm's stock prices rose, as best I can recall, from about $2 or $3 per share in August to about $13 per share in December. It was the Lithium Corp. of America. In January, I wrote and circulated within RAND a memorandum titled "The Stock Market Speaks." Two days later I was told to withdraw it. The bomb was tested successfully in February, and thereafter the stock price stabilized.

In: Principles of Professional Advancement, 34 Economic Inquiry 520 (1996)


Escrito por Philipe às 21h50
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05/11/2009

Quem Fala Demais...

De http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u647930.shtml:

Mônica Bergamo: Maitê Proença perde pensão do governo 

da Folha Online 

O governo de São Paulo suspendeu ontem duas pensões pagas a Maitê Proença, que totalizavam cerca de R$ 13 mil mensais, informa a coluna Mônica Bergamo, publicada na Folha desta quinta-feira (5).

De acordo com informações da coluna, os benefícios recebidos pela atriz foram herdados pelos seus pais, o procurador de Justiça Carlos Eduardo Gallo e a professora Margot Proença, ambos mortos.

A SPPrev, órgão previdenciário do Estado, entendeu que a atriz perdeu o direito à pensão por ter sido casada com o empresário Paulo Marinho.

Segundo a colunista, a SPPrev apontou como prova um texto da biografia de Maitê, no qual ela afirma ter formado "uma família linda" nos 12 anos em que viveu com o empresário. Para a instituição, a afirmação da atriz caracteriza seu relacionamento como uma "união estável".


Escrito por Philipe às 21h27
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Formas de se Relacionar com o Celular

Quase todos os celulares mais sofisticados que eu já vi eram não de adultos profissionais bem sucedidos, mas de jovens de classe média baixa ou de classe baixa, como moto e office boys. Esse comportamente, que pode parecer pouco intuitivo, na verdade parece fazer bastante sentido (ainda que um sentido perverso). Geralmente esses aparelhos estão vinculados a planos pré-pagos.

Já os adultos profissionais bem sucedidos muitas vezes usam celulares extremamente simples, muitas vezes (mas nem sempre) cedido em algum plano corporativo. A probabilidade desses aparelhos estaram vinculados a planos pós-pagos é maior do que dos jovens citados acima.

Assim, podemos estabelecer, de maneira simplificada (e sem maiores pretensões) quatro formas de se relacionar com o aparelho celular, a partir de dois critérios, a saber, a sofisticação do aparelho e o plano utilizado:

Quatro formas de se relacionar com o celular

A turma 'old school' não liga muito para celular, a ser usado basicamente em caso de sequestro, isolamento por chuva torrencial ou tempestade elétrica e afins. Por isso, preferem aparelhos simples e vinculados a planos pré-pagos. O celular existe, mas não para ser usado.

Já a turma "profissional" usa o celular para efetivamente conversar. Geralmente coisas de trabalho. Na hora do almoço. Na fila do restaurante. Por usar o aparelho principalmente como telefone (e não como videogame ou tocador de música ou etc), não demanda sofisticação, mas precisa de falar, coisa que o plano pré-pago não permite.

A turma da "correria" inclui o pessoal referenciado no primeiro parágrafo: moto e office boys, auxiliares de escritórios e outras colocações menos glamourosas (mas não menos importantes). O celular serve para ser visto e comparado, servindo ainda como tocador de música (muitas vezes o principal), videogame, etc.

A turma "bacana" inclui patties, playboyzinhos, madames e outras figuras afortunadas. O celular serve para mostrar quem é mais geeky (enviado do meu Blackberry) mas principalmente quem foi há menos tempo aos EUA (Sent from my iPhone) e quem tem o maior plano de dados (botar o Youtube em dia no meio do trânsito congestionado ROX!)


Escrito por Philipe às 20h42
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04/11/2009

Censura no Twitter?

Censura no Twitter? Leia aqui.


Escrito por Philipe às 20h05
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03/11/2009

"Complexa Comunicação" ou "Sinalização Contraditória"

Às vezes eu passo em frente a uma determinada gráfica de Belo Horizonte e vejo algumas publicações interessantes na vitrine. A questão é que nunca sei se elas estão ou não à venda. Na mesma vitrine se pode ver as duas placas reproduzidas abaixo:

Disponível para venda.

Oba! Disponível para venda!

Indisponível para venda.

Ah! Material indisponível para venda!

Essa situação me faz lembrar aquela velha questão de lógica: você está em um labirinto. À sua frente, uma bifurcação, com dois guardas. Um deles sempre mente e o outro sempre fala a verdade, etc...

xkcd 246


Escrito por Philipe às 20h41
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02/11/2009

Tristeza Bovina

Você já ouviu falar da tristeza bovina?

Estava procurando por um outro livro, mas olha o que eu achei na Estante Virtual:

Tristeza Bovina - Nara Amélia - Estante Virtual

De www.cnpgc.embrapa.br/publicacoes/divulga/GCD10.html:

A tristeza parasitária bovina (TPB), tristeza bovina, ou simplesmente tristeza, é conhecida desde o século passado como causadora de sérios problemas na pecuária, em vários países. (...)

Febre, prostração, falta de apetite e anemia podem ser observados em animais doentes.

Tristeza bovina - que nome inusitado. Pelos sintomas, o animal realmente deve ficar triste, ou pelo menos prostrado e apático, se a antropomorfização lhe incomoda.


Escrito por Philipe às 19h22
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