Matizes Escondidos

22/08/2009

Os perigos de não se prestar atenção em uma conversa

A guy goes on a planned backpacking trip around Europe for two weeks. He tells his girlfriend of his plans. However, she somehow forgets that. She sends him a rather memorable series of e-mails. Via Geek Press.

A velha pergunta, claro: será que é verdade?


Escrito por Philipe às 15h35
[] [envie esta mensagem] []



Esperança

Meu pai, petista de primeira hora, me disse que não deve votar na Dilma e que não acredita na vitória dela. Ele disse que, além da biografia suspeita, ela é uma "desconhecida", que tentam empurrar goela abaixo. Agora é esperar que mais gente pense como ele.

 


Escrito por Philipe às 10h46
[] [envie esta mensagem] []


21/08/2009

O Porcalhão Libertário - Internalizando Externalidades

Hoje eu estava passando pelos dos jardins de uma famosa igreja no centro de BH, cortando caminho (para quem é de Belo Horizonte, essa igreja é um bom atalho para quem está na rua Espírito Santo e está em direção à Praça Sete). É uma área privada que, entretanto, é muito utilizada por pedestres que, como eu, querem poupar um pouco de caminhada. 

No meio da minha travessia uma pessoa me entregou um panfleto de uma viagem que esse igreja estava organizando. Eu não deveria ter aceitado, estava com pressa, de mochila e com uma bolsa relativamente pesada, mas não aceitar panfletos não é do meu feitio, considero falta de educação. O único panfleto que me lembro de ter rejeitado foi um do Leonardo Quintão, ano passado.

Estava eu, então, de mochila, com uma bolsa pesada e segurando um panfleto indesejado. O que fazer? Até hoje, eu sempre tinha jogado os panfletos que recebo na lata de lixo mais próxima. Hoje não havia nenhuma lixeira próxima. Fiz um cálculo ético-moral-econômico e decidi jogar o panfleto no chão. Meus argumentos para fazê-lo:

1. Eu estava em um lugar privado, com um responsável claramente identificável. 
2. Foi exatamente esse responsável quem me deu esse panfleto. 
3. O fardo de catar do chão o meu panfleto seria do "culpado" pela sua distribuição.
4. O recebimento do panfleto estava me atrapalhando. Andar com ele na mão ou colocá-lo no bolso seria muito atrapalhado. Lembre-se, eu estava com pressa.

Não sem algum peso na consciência, joguei o papel no chão. Deu vontade de gritar "EU NÃO SOU UM PORCO, TENHO UMA JUSTIFICATIVA BOA PARA JOGAR ESSE PAPEL NO CHÃO, E NÃO EMPORCALHO ÁREAS PÚBLICAS", mas isso seria um pouco "deslocado".

O economista Walter Block, autor do livro "Defending the Undefendable", entre seus bodes expiatórios e mártires, elencou o porcalhão (litterer). Clique aqui ou na charge abaixo para fazer o download do livro. Eu possuo o livro em papel, em português, em uma edição pouco cuidadosa. Eu falei um pouco sobre ele aqui.

Litterer - Unknown copyright - Defending the Undefendable by Walter Block


Escrito por Philipe às 23h18
[] [envie esta mensagem] []



Culto à Personalidade ou à Pessoa?

Uma expressão que nunca entendi muito bem é "culto à personalidade". Pelo que entendi, esse fenômeno diz respeito à exaltação de ditadores e afins em países sob regimes totalitários, como a Itália de Mussolini e a União Soviética de Stalin. A questão é: para mim, o culto diz respeito à pessoa, não à personalidade. Quem dizia (ou ainda diz, infelizmente) que Stálin foi o "maior gênio de todos os tempos e povos" exalta a pessoa, não a personalidade. É diferente de dizer que o "homem de aço" era cativante, descolado ou metido e engraçado. Será que quem cunhou a expressão queria dar um ar de maior respeitabilidade ao culto, e por isso usou um termo mais oblíquo? Isso, claro, lembrando grande parte da intelectualidade do século XX (e ainda do século XXI), que estudou o tema, flertou com o coletivismo e o autoritarismo.


Escrito por Philipe às 23h08
[] [envie esta mensagem] []


20/08/2009

The Beautiful People - Twitter

Se quem tem blog é moderninho (há exceções, por exemplo, esta), e se no orkut todo mundo é bonito, o que dizer das pessoas no Twitter? Sem dúvida alguma, são hipermodernas, cultérrimas, #supersexy e #übercool!  

Ou é o que dizem.

Interessante mesmo é ver o contraste de alguns semideuses virtuais com suas personas reais, que também tossem e tropeçam.

Philipe Maciel, 23, está no Twitter. Siga-o em http://twitter.com/philipemaciel. A foto dele é intencionalmente ruim, porque foto bonita é coisa de gente feia.


Escrito por Philipe às 21h39
[] [envie esta mensagem] []


19/08/2009

Curta Yansan

Semana passada alguém entrou no meu blog pesquisando sobre como baixar o curta "iãnsã". À época eu não sabia do que se tratava e não dei muita bola. 

Ocorre que semana passada eu assisi ao tal curta (na verdade, ele se chama Yansan), em 35mm no cinema, cortesia do programa Curta Petrobrás às Seis, e ele é muito bom. 

É a adaptação de um mito africano a um Japão futurístico. A técnica de animação é impressionante e os cenários são muito bem trabalhados. Ah, tem também algumas cenas relativamente "quentes".  

Ele fica em cartaz, em Belo Horizonte, até o dia 3 de setembro, no Usina Unibanco, entrada franca. Vale a pena ver em 35mm, com todos os detalhes que a telona proporciona. Mas para quem não pode vê-lo no cinema, ele está disponível no Porta Curtas Petrobrás. Se sua conexão não permitir assisti-lo em alta resolução sem engasgos, clique aqui para aprender a baixar vídeos do Porta Curtas.

YANSAN – Brasil, SP, 2006, 17 min, Animação, cor. Direção: Carlos Eduardo Nogueira
Yansan, a orixá dos ventos e tempestades, e suas aventuras amorosas com Ogum e Xangô. O poder do mito Ioruba insolitamente contextualizado num Japão futurista.

Frame do curta "Yansan", de Carlos Eduardo Nogueira 


Escrito por Philipe às 12h44
[] [envie esta mensagem] []


17/08/2009

Herói ou Vilão? - A História de um Pen Drive

Outro dia eu estava passando, de tardinha, por uma rua - a mesma rua em que encontrei a bula do DIAD. Eis que encontro, bem no meio do passeio, um pen-drive de 2gb. (Na hora eu me lembrei desses relatórios que procuram mensurar quanto de dinheiro as organizações perdem anualmente com dados contidos em pen-drives e notebooks perdidos, roubados, etc. A dica é: não coloque dados confidenciais não-criptogrados em pen-drive e outros dispositivos móveis!)

Naturalmente eu peguei o pen-drive (ei, estava no meio do passeio! não me diga que você não faria o mesmo) e o levei comigo para casa, para análise. 

Como já esperava, ele estava cheio de vírus e outros malwares. Esses malwares tinham inclusive comprometido a estrutura de diretórios do pen-drive, de forma que os arquivos do usuário, que ainda estavam lá, não estavam acessíveis. Eu, além de tirar os malwares, reconstruí a estrutura de diretórios do pen-drive (manualmente, mas não é trivial), de forma a possibilitar o uso dos arquivos. 

Depois que os arquivos foram "recuperados", eu dei uma passada de olho para ver o conteúdo deles. Basicamente material de estudo de faculdade e um ou outro dado contábil de uma determinada empresa. Nada muito dramático. Ah, tinha uma foto do dono do pen-drive também, que não conheço.

No dia seguinte fui até o lugar em que encontrei o aparelhinho. O coloquei, pelas grades do portão, para dentro da casa em cujo passeio o havia achado. Não conheço o pessoal da casa, mas espero que o dono do pen-drive ou more lá, ou seja conhecido dos moradores. 

Que seja economizada a purpurina, mas foi meio Amélie Poulain, não?

 


Escrito por Philipe às 17h54
[] [envie esta mensagem] []


16/08/2009

Azar

Da FSP do dia 13/8/2009:

Minha vida virou um inferno

Fumante, passageiro de ônibus fretado e corintiano, Marcelo, 27, conta que tudo mudou em sua vida nas últimas semanas; "só falta agora eu pegar gripe suína", diz.

O analista de sistemas Marcelo Taboada não acredita muito em inferno astral, mas nas últimas semanas viu a vida virar de pernas para o ar. Fumante, passageiro de ônibus fretado, e de quebra corintiano, diz que anda comendo o pão que o diabo amassou.

O calvário começou em 27 de julho passado, quando a prefeitura paulistana proibiu a circulação dos coletivos em boa parte do centro expandido. Poucos dias depois, em 7 de agosto, entrou em vigor a lei antifumo, que o obriga, em todo lugar que vai, a fumar na calçada.

E nesse intervalo, o Corinthians está há cinco jogos seguidos sem ganhar, perdendo do Palmeiras, do Náutico, do Flamengo... Bom, mas disso ele não quer mais falar.

"Está mudando tudo na minha vida. Não posso mais fumar, não posso andar de fretado, não posso dirigir depois de beber um copinho e ainda por cima o Corinthians perdendo. Só falta agora pegar a gripe suína", desabafa enquanto espera o fretado na estação Sumaré, depois daquele arranca-cabelo no metrô no pico das 18h.


Escrito por Philipe às 13h47
[] [envie esta mensagem] []



[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
 
 
 
       
   
Histórico

OUTROS SITES
    A garota 100% perfeita
  Tudo o que você sempre quis saber sobre a multa nos sushis que sobraram no rodízio... mas não tinha coragem de perguntar ao amigo economista
  E-book dos ditados populares
  Dilbert Blog (Scott Adams)
  Geek Press
  A Softer World
  Blog do Mankiw
  Publicidade Positiva
  De Gustibus Non Est Disputandum
  Temas em Economia
  xkcd
  Cracked
  Demography Matters
  Homo Econometricum
  Suspensão de Juízo
  Quatroventos
  phCastro
  Muçarela
  Todos os Links - Matizes Escondidos


VOTAÇÃO
    Dê uma nota para meu blog