Ora, se sites de encontro e namoro podem ser tão especializados, porque não os de redes de relacionamento? Você pode até buscar uma determinada comunidade no orkut, mas sabe que provavelmente não vai achar nada demais. Por isso, tenho aqui uma proposta de site, para alto-falantes de pequeno diâmetro para altas freqüências (clique para saber mais):
A política brasileira realmente é de baixo nível. Baixíssimo nível. Temos, por exemplo, a infame discussão entre os senadores Pedro Simon e Fernando Collor:
- Mov al,[si]. Mov ah,[bx]. Adc al,ah!!!
Ao que Collor respondeu:
- Db 00h, 01h, 23h, 4Ch... (Respira) Mov ah,[bx] e as compile como achar conveniente.
Mais Google Trends - Agrupando Itens em uma Mesma Linha de Tendência
Outro dia eu fiz um post mostrando algumas tendências em tecnologia - na verdade, sobre a popularidade de alguns termos de busca relacionados a tecnologia. Pouco depois eu fiz uma ponderação sobre a importância da definição dos termos da consulta - para o Google Trends, emule e e-mule são coisas completamente diferentes.
Tinha feito também um questionamento sobre se haveria alguma forma de fazer o Google Trends considerar emule e e-mule como coisas iguais, de forma a representá-los na mesma linha de tendência. Hoje eu aprendi que sim, depois de alguma tentativa-e-erro e um toque daqui. O segredo é colocar os termos entre parênteses, separados por uma barra. Por exemplo, se você pesquisar (emule | e-mule), os dois termos serão mostrados em uma só linha de tendência, o que é bastante útil e aumenta a precisão da consulta.
Um exemplo mais elaborado é o do gráfico que segue, originário da string ("internet explorer" | IE6 | "IE 6" | "IE 7" | "IE7" | "IE8" | "IE 8") , (firefox | "firefox 3.5" | "mozilla firefox") , ("google chrome" | "chrome browser" | chrome).
Fica assim a dica de como lidar com um problema (para mim, pelo menos, era) do Google Trends.
Turma da Mônica e Michael Jackson Recrutados para Site de Cerveja?
Hoje, no MSN, algo que me chamou a atenção: uma chamada falando que o Michael Jackson iria aparecer em uma revisitinha da Mônica. Quem lê as revistinhas sabe que diversos artistas e super-heróis costumam dar as caras por lá (com os nomes e trajes devidamente alterados para evitar problemas legais e pagamento de royalties), então a aparição de "Maico Jeca" não seria nada anormal.
Depois de clicar na chamada, a notícia não apareceu. O que apareceu foi um hotsite da Skol (!). Como certamente tinha clicado no lugar errado, apertei "voltar" no browser e cliquei de novo na chamada da Turma da Mônica. Novamente fui redirecionado para o site da Skol.
Vamos lá: essa é uma chamada com caráter fortemente apelativo para o público infantil (ei, foi por isso que você clicou? não enche), afinal tanto a Turma da Mônica como o Michael Jackson (menos hoje em dia do que antes, mas vá lá, e me poupe das piadinhas idiotas) encontram ressonância entre as crianças. E mesmo assim ela redireciona para um hotsite de cerveja?
O tal hotsite da Skol teria tido o bom senso (veremos que não, na verdade) de incluir uma confirmação de idade:
O problema é que, ao se clicar em "ainda não tenha 18 anos", o usuário é redirecionado para o site institucional da AMBEV (os críticos poderiam dizer que é pouco construtivo, também). Para se ler a notícia da Turma Mônica, é preciso clicar em "tenho mais de 18 anos".
Recapitulando, para ler a notícia da chamada da home page do MSN, altamente interessante para as crianças, sobre música e história e quadrinhos, é necessários entrar em site de propaganda de bebida alcóolica.
Mais um pet peeve: colocar um "c" indevido antes de k, como em "rainmacker" em vez de "rainmaker" e coisas do gênero. Emendar uma vogal diretamente a um "k" dá uma elegância à palavra, que é brutalmente roubada pelo "c" indevido. Embora não tenha achado muitos exemplos no Google, acreditem: eles estão por aí, pertinho de vocês. Reparem quando algum conhecido for escrever algo em inglês.
Um outro exemplo é quando escrevem "Paul Volcker", em vez de "Paul Volker". Volker é tão mais poderoso que Volcker. Só tem um probleminha: no caso do famoso economista, é com "ck" mesmo. Quase morri de desgosto quando descobri. Nem sempre é possível vencer.
Depois do "apagão" (que não chegou a acontecer) de 2001/2002, as mais diversas falhas, agudas ou não, de infra-estrutura foram também "batizadas" de apagão. Por exemplo, temos o apagão logístico,o apagão aéreo e o apagão portuário.
Mas o uso do termo "apagão" vai além da infra-estrutura. Como bem condiz com o nosso contexto político, temos também o apagão moral e o apagão ético. Ei, pensaram inclusive nisto aqui.
Eu não sei você, mas eu não gosto dessas expressões. Apagão já era ruim o suficiente em 2001, quando os temidos blecautes não chegaram a ocorrer. Mas apagão aéreo? Isso não faz muito sentido na minha cabeça. "Caos aéreo" não transmite bem o suficiente a situação de desordem no sistema aéreo brasileiro?
É por isso que vi com temor a seguinte notícia, da Folha de 1/8/2009 - reparem no título:
SP anuncia descoberta do "pré-sal" da argila no interior
O governo de São Paulo anunciou nesta semana a descoberta de 135 milhões de toneladas de argila na região de Presidente Epitácio (655 km de São Paulo). É a quarta maior reserva já encontrada no país.
A região, tradicional polo de produção de cerâmica, sofria com a escassez da matéria-prima desde o início da década, quando alagamentos causados pela construção da hidrelétrica Sérgio Motta inundaram as reservas utilizadas pelos produtores.
O anúncio foi feito após estudos do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) dimensionarem o tamanho e a qualidade do material disponível, utilizado na confecção de blocos, lajes e telhas.
Segundo Marsis Cabral Junior, geólogo que coordenou os estudos, os 135 milhões de toneladas de argila devem ser suficientes para suprir durante quase um século a demanda das cerca de 70 empresas da região.
O aproveitamento do material, no entanto, ainda depende de licenças ambientais e da concessão dos direitos de extração pelo DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral). Segundo o geólogo, esse processo pode durar até dois anos.
O secretário de Desenvolvimento do Estado, Geraldo Alckmin, diz ver na descoberta uma oportunidade de desenvolvimento para as pequenas empresas do oeste paulista: "É o nosso pré-sal interiorano", afirma.
A argila, como os demais minerais, pertence exclusivamente à União. De acordo com Marsis, a extração do material da reserva será feita pela Incoesp, cooperativa de produtores de cerâmica da região que recebeu licença do governo federal para explorar a área.
De acordo com dados da Anicer (Associação Nacional da Indústria Cerâmica), o setor emprega 400 mil pessoas no Brasil e fatura R$ 6 bilhões por ano.
Pré-sal da argila? Lá vamos nós de novo. Pelo menos assim não teremos o apagão das telhas...
Devido a problemas, incluindo mas não se restringindo a templates com HTML problemático, vou fazer uma experiência: todo post que colocar aqui será, duplicado em www.matizesescondidos.blogspot.com. Gentileza me dizer o que acharam. Em especial, a legibilidade é melhor no Blogspot?
O problema é a relevância do endereço no UOL Blog, que, embora não seja alta, não é desprezível. Vou levar uma vida dupla durante um tempo, depois decido o que vou fazer.
Um tempo atrás (18/12/2008) eu comentei que, devido à então "marolinha" (comparada na época com uma "leve gripe") e consequente disparada do dólar, o preço dos livros na Livraria Cultura (the poor man's Amazon) tinha disparado. Naquela época o dólar estava valendo cerca de R$ 2,30.
Hoje, com o dólar fechando em R$ 1,82, achei que era hora de ver como as coisas mudaram desde então.
The Wealth and Poverty of Nations, de David Landes: eu o comprei por R$ 58,93 (17/10/2006), estava em R$ 64,05 em 18/12/2008. Hoje ele sai por R$ 49,84.
Institutions, Institutional Change and Economic Performance, de Douglass North: comprei por R$ 52,84 (5/12/2006), estava por R$ 67,57 em 18/12/2008. Hoje ele sai por R$ 52,57.
Knowledge and the Wealth of Nations, de David Warsh. Comprei por R$42,38 (10/12/2007), estava por R$ 60,67 em 18/12/2008. Hoje ele sai por R$ 47,21.
Ou seja, todos eles estão 22,2% mais baratos do que em 18/12/2008. Confesso que a recuperação tem sido mais rápido do que eu pensava antes.
Para chegar até à minha sala no trabalho tenho que atravessar um looongo corredor. Como nesse corredor há pouca iluminação natural, ele tem diversas lâmpadas que acendem à medida que alguém passa, cortesia dos sensores de presença. Depois de alguns minutos sem ninguém passar, elas apagam. Quando há muita gente passando, as lâmpadas acabam por ficar ligadas quase que o tempo todo. Mas quando o andar não está cheio ainda, como é de costume na hora em que eu chego, a cada três ou quatro passos um luz se acende, numa cena que muito lembra este vídeo (adiante até 00:13).
Isso em dias normais.
Um tempo atrás, em uma época um pouco mais difícil, eu passava pelo corredor, que estava com todas as luzes acesas. Mas assim que eu passei pelo primeiro sensor de presença, ele apagou. Ou seja, naquele dia eu era uma não-presença, ou pior, uma antipresença.
Tem dias em que nem o sensor lhe dá moral.
(PS: É por essas e outras que estou nesta comunidade do orkut.)