Matizes Escondidos

01/05/2009

Cinema Barato - Maio em BH

Dicas de cinema gratuito (ou baratinho) em Belo Horizonte para o mês de maio:

Curta Petrobrás às Seis - O projeto, que andava meio sumido, voltou a Belo Horizonte no final do ano passado. Durante três ou quatro semanas é exibido um programa de curtas, todos os dias, às seis da tarde, com entrada franca. Atualmente o projeto está no Usina Unibanco, na rua Aimorés. A programação atual vai até o dia 19 de maio e tem o tema "relação". Está excelente. Vale a pena conferir.

Itaú Cultural - A programação do Itaú Cultural do mês de maio está muito boa. Toda quarta, 19h, no Cine Humberto Mauro, no Palácio das Artes. Entrada franca. Confira mais em www.fcs.mg.gov.br. Destaque para o dia 27/5, quando será apresentado o hilário Por onde andará Petrúcio Felker?, de Allan Sieber.

Mostra Alan Resnais - De 13 a 31 de maio, o Cine Humberto Mauro abriga a mostra Alan Resnais. Com inteira a R$5, a mostra exibirá os principais filmes do famoso cineasta. Confira a programação em www.fcs.mg.gov.br.

O cinema comercial é muito caro, por diversas razões (meia entrada, pirataria, etc). Acho que nisso todos concordam. O legal é que tem muita coisa boa e barata (ou até de graça) por aí. E não são só filmes experimentais, cult e pseudo-intelectuais. Desses eu já cansei faz tempo.


Escrito por Philipe às 12h08
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30/04/2009

Muy amigos

Hoje uma grande manifestação complicou o trânsito na Avenida Afonso Pena, uma das principais vias de Belo Horizonte. Os manifestantes eram de partidos de esquerda e de sindicatos. Gritavam slogans e faziam discursos (supostamente) pró-trabalhador.

O pior é que, por causa da manifestação, o trânsito, que já estaria complicado por conta do final de semana prolongado, ficou muito ruim. A Afonso Pena faz parte de diversas linhas de ônibus. Garanto-lhe que a maioria dos trabalhadores preferiria que não houvesse manifestação alguma para chegar em casa mais cedo dez ou quinze minutos mais cedo...

Dos meus inimigos, cuido eu. Salve-me é dos meus amigos!


Escrito por Philipe às 22h01
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Chutando o Balde - The Pirate's Dilemma

Como disse ontem, comecei a ler The Pirate's Dilemma. E hoje eu decidi terminar a leitura, no meio. O livro é um misto de ingenuidade, meias verdades e panfletarismo.

Está tudo lá: "eles" querem acabar com a gente, pois "eles" têm dinheiro, e nós, o conhecimento. E quem são eles? Ora, os suspeitos de sempre: os estúdios, os governos, os homens de negócio, as empresas em geral, e, em especial, a Monsanto, claro.

É uma pena. O tema dos direitos de propriedade intelectual em um contexto no qual seu enforcement é cada vez mais complexo mereceria ter sido tratado com mais cuidado. Aceito recomendações de leitura de algum eventual leitor.

Eu poderia até fazer uma crítica mais específica, mas vou, em vez disso, dar o conselho: se registre na página do autor e baixe o livro. Leia algumas páginas. Depois forme sua opinião. Acredite, o livro não melhora depois das primeiras 50 páginas. Para mim, o livro não chega nem perto de fazer justiça à sua fama.

O prego no caixão da minha leitura foi uma citação em especial:

Margaret Mead famously said, “Never doubt that a small group of thoughtful, committed citizens can change the world. Indeed, it’s the only thing that ever has.”

Essa frase é perturbadora por diversos ângulos.


Escrito por Philipe às 21h52
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29/04/2009

The Pirate's Dilemma

Estou lendo The Pirate's Dilemma, obra que trata dos direitos de propriedade intelectual nos dias de hoje. Como é sabido, atualmente diversos modelos de negócio que funcionaram bem durante décadas se encontram ameaçados. A indústria fonográfica, combalida pela "concorrência" com o MP3, é o exemplo mais notório, mas a pirataria não se restringe a ele, passando pela indústria da moda, pelo cinema, pela edição de livros, etc.

Até o presente momento minha opinião é de que o autor do livro, Matt Mason, é um pouco ingênuo. Embora não tenha chegado ainda ao cerne do livro, o autor, pelo que entendi no pedaço que já li, defende que, uma vez que "eles", os "poderosos", têm cada vez menos poder de restringir a fruição da propriedade intelectual que produzem, "eles" estarão em dificuldade cada vez maior. Já "nós", que temos talento mas não tanto dinheiro, e fazemos o que fazemos por "gostar", iremos ter um espaço e poder cada vez maior, além de, claro, poder aproveitar de graça um enorme acervo cultural hoje disponível de graça por meio da pirataria.

Isso tem acontecido, claro. Mas isso não é inequivocamente bom em todos os aspectos. Atualmente estamos talvez no "melhor dos mundos". Embora as ferramentas de pirataria estejam ao alcance de todos, os produtores, digamos, de cinema, provavelmente ainda não se encontram suficientemente destimulados para diminuir sensivelmente o número de lançamentos. Assim, temos um grande lançamento de filmes no cinema, os quais são prontamente pirateados e circulados. Quem gosta muito, paga e vê no cinema. Quem não gosta tanto assim, ou não pode, ou não quer, pagar, baixa e vê no computador. Perfeito, não?

Na verdade, não. A partir do momento que a pirataria atingir um determinado ponto, os lançamentos serão sensivelmente diminuídos em relação ao que seria possível. Talvez essa diminuição já tenha começado. Assim, piratas e não-piratas seriam privados de eventuais obras-primas que não nunca serão realizadas por causa das cópias ilegais. A "bonança" que a pirataria garante hoje pode muito bem ser um evento "one-off", que não são se repetirá no futuro.

Ainda assim, porém, a pirataria pode aumentar o bem-estar. Se supomos, por exemplo, que a maioria das grandes obras que podem ser feitas um dia já foram feitas, e que poucas grandes obras serão feitas a partir de hoje, liberar a pirataria seria racional. Afinal, já que o que deveria ter sido feito já foi feito, que se libere para todos. Entretanto, essa é uma visão difícil de se defender. Com o crescimento e a complexificação da população e da economia, podemos esperar que a produção intelectual (incluindo filmes e música) cresça cada vez mais.

A questão é muito complexa e se presta a um formalismo matemático rigoroso, em especial a questão de quanto dar de valor à produção intelectual passada (a qual a pirataria, ao difundi-la, pode aumentar o bem-estar)  e a produção intelectual futura (prejudicada pela pirataria). Entretanto, de forma muito simplificada, tentei expor alguns desses pontos levantados aqui.

Enquanto isso, alguns dos almoços grátis já correm risco.

The Pirate's Dilemma se encontra disponível gratuitamente aqui.


Escrito por Philipe às 21h25
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28/04/2009

O Lobo e o Porco

Belíssima animação: "O Lobo e o Porco".

At first I photographed stop motion animation. And I displayed the photographs in my room and photographed it again. I used 1,300 printed pictures.

Ah, e você acha que isso é coisa de desocupado?

Como já disse antes: será mesmo? Acho que as pessoas que dizem que essas obras demasiado trabalhosas são coisa de gente "à toa" não conseguriam fazer o que os supostos desocupados fazem mesmo com muito, muito mais tempo. Eles fazem pouco caso dos caras, mas na verdade, geralmente não chegam nem aos pés deles. O principal insumo para realizar esse tipo de coisa não é tempo e sim talento e capacidade de se esforçar.


Escrito por Philipe às 20h51
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Muçarela - Novo blog

Uma colega, a Eliana, criou um blog, o Muçarela, dedicado às sutilezas e particularidades da língua portuguesa. Agora é torcer para que o blog prospere. Se tiver um tempo, dê uma passada por lá.


Escrito por Philipe às 19h01
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26/04/2009

The Logic of Life, de Tim Harford

Terminei de ler The Logic of Life, do Tim Harford. O livro é excelente.

O livro de estréia de Harford, The Undercover Economist, faz um resumo de boa parte do que se costuma ensinar em cursos introdutórios de economia. Para quem já teve aulas de economia em algum momento, o livro vale a pena pelos excelentes exemplos que Harford apresenta para ilustrar a teoria econômica (os capítulo sobre discriminação de preços e sobre teoria dos jogos são especialmente bons).

The Logic of Life traz, de forma legível e resumida, uma boa parte dos principais trabalhos em economia feitos nos últimos anos, como o trabalho do Acemoglu sobre mortalidade dos colonizadores e posterior desenvolvimento econômico, bem como a discussão sobre as origens das formas de governo, Bryan Caplan sobre a economia política da democracia e de eleições periódicas, e muitos, muitos outros. O bom é que o livro documenta e indica (nas notas explicativas) quais são as leituras recomendadas para quem se interessar em aprofundar em algum tema em particular.

Assim, The Logic of Life é uma excelente pedida mesmo para quem já teve aulas introdutórias de economia. A prosa fluente de Harford também ajuda, fazendo a leitura fluida e divertida.


Escrito por Philipe às 14h26
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