Matizes Escondidos

20/11/2008

Marketing pré-industrial

E a concorrência monopolística é tão velha quanto a humanidade...

Brand Names Before the Industrial Revolution

Gary Richardson

NBER Working Paper No. 13930

April 2008

ABSTRACT

In medieval Europe, manufacturers sold durable goods to anonymous consumers in distant markets, this essay argues, by making products with conspicuous characteristics. Examples of these unique, observable traits included cloth of distinctive colors, fabric with unmistakable weaves, and pewter that resonated at a particular pitch. These attributes identified merchandise because consumers could observe them readily, but counterfeiters could copy them only at great cost, if at all. Conspicuous characteristics fulfilled many of the functions that patents, trademarks, and brand names do today. The words that referred to products with conspicuous characteristics served as brand names in the Middle Ages. Data drawn from an array of industries corroborates this conjecture. The abundance of evidence suggests that conspicuous characteristics played a key role in the expansion of manufacturing before the Industrial Revolution.

Disponível em http://www.nber.org/papers/w13930. Vou ler assim que possível.  


Escrito por Philipe às 22h38
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Tomar toko

Eu particularmente não gosto de tomar toko. Esse tipo de coisa... acaba por deixar um gosto ruim na boca.

Mas não é nada pessoal, sabe? Aposto que tem gente aí que não se importa.

Café Toko

Eu também não gosto de Três Corações...

You called me up the other day just when I thought you would
And asked if we could break apart as things ain't been too good
I swallowed hard and got that feel I know it's called unease
The confidence I've kept so well just came down piece by piece


Escrito por Philipe às 22h35
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18/11/2008

Custos de transa...ção.

Outro dia me encontrei com uma amiga que pretende se casar em breve. Quando a perguntei sobre as razões que a levaram a se decidir por contrair matrimônio relativamente jovem (ela tem 23 anos), ela me disse que era uma forma de facilitar os encontros, reduzir os telefonemas, precisar sair menos de carro, etc. Na minha mente, ficou claro que a idéia dela era reduzir os custos de transação.

Não, a OUTRA transação. Esta daqui.


Escrito por Philipe às 22h12
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17/11/2008

Economia Política em uma sigla - WWSXXD

Post antigo

Hoje eu estava rascunhando alguns trechos da minha monografia de conclusão de curso. Eu estava escrevendo algumas coisas sobre falhas de mercado, tinha feito a análise de porque o monopólio é, em uma análise estática clássica, dissipador de bem estar. Daí eu falei que o governo poderia melhorar, nessas situações, os resultados alcançados pela mercado.

Ora, ora. É claro que a imensa maioria das transações que ocorrem no mundo "real" incluem, em maior ou menor grau, externalidades, competição imperfeita e informação assimétrica. Isso quer dizer que deveríamos ter uma maior intervenção do estado na economia?

Ora, dizer que o Estado pode melhorar os resultados de mercado não quer dizer que ele vai melhorar as coisas. Há algumas décadas, com o famoso enunciado E = MC^2, demonstrou-se que se é capaz de transformar massa em energia. Agora (felizmente) é muito difícil converter aquelas folhas secas do jardim em uma bola de fogo ( e assim eliminar a necessidade de se usar o ancinho). O enunciado é sempre válido, embora só possamos comprová-lo em situações especiais.

Igual ao enunciado acima, o estado realmente pode melhorar os resultados de mercado. Entretanto, dadas as falhas de governo (corrupção, clientelismo, captura regulatória, etc), a intervenção do Estado pode acabar resultando em uma situação pior do que a de falha de mercado. Ou seja, mesmo que o Estado possa melhorar o resultado de mercado, quer dizer que ele fazê-lo. No caso, temos que escolher entre diversas imperfeições e escolher a menos imperfeita (second-best).

Para buscar divulgar esse insight, eu proponho uma singela campanha. Nos EUA, é popular um bracelete com os dizeres WWJD, que é uma abreviatura para "What would Jesus do?". Ao se deparar com uma situação difícil (mentir ou não para um amigo?), a idéia é olhar para o bracelete e pensar: "O que Jesus faria?". Essa é uma técnica boa para algumas situações (quando lhe oferecerem drogas), talvez nem tão boa para outras (- Como é, o nome dele era Lázaro?*).

A minha idéia é fazer um bracelete com as inscrições "WWSXXD", uma abreviatura para "What Would Severino Xique-Xique Do?". Ou seja, quando alguém sugerir que uma determina falha de mercado seja resolvida pelo poder público, olhe para seu bracelete e lembre-se de que, embora existam muitos políticos honestos e bem intencionados (a maioria dos burocratas o é), dados os incentivos existentes, temos e continuaremos tendo muitos espertalhões por aí...

* Desculpas antecipadas caso a piadinha ofenda alguém, é que eu não não consegui evitar.


Escrito por Philipe às 19h24
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Discriminação de preços no restaurante - Um exemplo?

Perto do meu apartamento tem um restaurante que anuncia na porta que oferece descontos para membros de uma determinada sociedade de vegetarianos. Será que ele acredita que Cremilda, a galinha, é nossa amiga, não nossa comida?

Pode até ser. Mas o tal desconto faz todo o sentido do ponto de vista comercial. Ora, um quilo de cenoura ou de alface custa uma fração do preço de um quilo de carne, mesmo de segunda. Assim, o dono do restaurante pode, tranquilamente, cobrar menos de quem não come carne. Para evitar trapaças (e prejuízo) é importante que as pessoas que pagarão menos realmente não sirvam carne. Dado o problema da supervisão (imagine o custo de se deslocar um funcionário para ficar vigiando como as pessoas se servem), é melhor selecionar pessoas que não servirão carne - não por medo de punição, mas por razões morais-éticas-e-para-pegar-gatinhas-vegetarianas-e-veganianas (marketing é tudo). Para tal, bastaria apresentar a carteirinha de membro da sociedade de vegetarianos.

Ou seja, a tal promoção me parece ser mais um caso da nossa amiga discriminação de preços. Se você pode, além de discriminar preços, ainda ser (ou parecer) bonzinho, melhor ainda (marketing é tudo).

Falando em marketing...

De http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=35806784


Escrito por Philipe às 19h04
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16/11/2008

Choque no chuveiro

Sabe aquelas experiência com ratinhos, do tipo:

"De Tal (1991) colocou um rato em um labirinto. O labirinto tinha duas portas, uma vermelha e outra azul. Na porta vermelha, havia ração à base de milho, que os ratos comem, embora não apreciem muito. Na porta azul, havia arroz descascado, que os ratos apreciam bastante. Entretanto, após comer o arroz, o rato receberia um choque elétrico. Após o primeiro choque, o rato nunca mais entrou pela porta azul, embora lá houvesse uma comida que ele apreciasse mais."

Pois é, eu me identifico com os ratinhos submetidos a esse tipo de experiência.

Quando eu me mudei de casa, em 2002, eu fui o primeiro a tomar banho no banheiro novo. Ao colocar a mão na torneira do chuveiro, tomei um choque (não muito forte) e um susto (tremendo). É aquele choque típico de chuveiros mal aterrados. Aquela dor aguda e localizada de um choque não muito forte. Diferente, aliás, da sensação de um choque fraco, que é como se diversas bolinhas entrassem pela sua pele, parecido mas não igual a um formigamento.

Desde então, o chuveiro foi consertado. Fui informado que desde então ele não dá mais choques. Mas eu nunca mais tive coragem de colocar a mão diretamente na torneira. Sempre a fecho usando minha toalha. Dá trabalho, principalmente quando a toalha molha na água corrente, mas é um preço que estou disposto a pagar.  

Pois é, Mickey. Eu sinto a sua dor.


Escrito por Philipe às 11h00
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