Matizes Escondidos

31/10/2008

Andi Deros

Post extemporâneo: Eros Biondini, o Andi Deris brasileiro? Ou Andi Deris, o Eros Biodini alemão?

          

            


Escrito por Philipe às 12h17
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28/10/2008

Porque votar

O De Gustibus se refere, em um recente podcast, à velha discussão: por que votar?

 

A questão é a seguinte: votar exige um esforço considerável (se informar sobre os candidatos, sair de casa, esperar na fila, etc), sendo que a possibilidade de um voto individual decidir uma eleição é mínima. Parece então, que o custo de votar supera o seu benefício esperado.

 

No Brasil o cálculo é um pouco diferente. Você até pode justificar o não-comparecimento às urnas, mas o procedimento é chato e burocrático. Assim, talvez o custo maior no caso nacional seja no caso de não votar.

 

Entretanto, mesmo que o voto não fosse obrigatório, eu ainda continuaria votando, por pelo menos duas razões:

 

1. Eu acho interessante o esforço informacional e logístico de se apurar quais são os eleitores, em qual zona eleitoral eles estão registrados, em que prédio eles votarão, etc. Você chega no prédio e lá está o seu nome, direitinho. É como se fosse no vestibular, só que em escala bem maior. Além disso, mover urnas e cédulas de papel (elas existem ainda, para uso em zonas aleatórias, para servir de amostra para análise de suspeita de fraudes) país afora requer um planejamento nada trivial. A cada eleição eu tento reparar nesses detalhes para aprender algo.

 

2. Eu acho extremamente divertido votar em urna eletrônica (nunca votei em cédula). Você digita o número do candidato e aparece a foto dele. Eu aproveito para ver a foto dos principais disputantes, checar os detalhes da inteface, etc. Eu sou ágil com a urna, então não atrapalho muito o andamento do processo. 

 

De qualquer forma, eu voto em uma cidade pequena. Isso implica que não preciso esperar muito na fila (geralmente algo em torno de 5 minutos). Talvez se eu tivesse que esperar uma hora eu não votaria.

 

Como disse, mesmo que o voto no Brasil fosse facultativo, eu ainda votaria.

 

Um estudo interessante é o da economista Patricia Funk analisando os incentivos de votar na Suíça. Lá, quando as autoridades reduziram o custo de votar, implementando o voto por correio, o comparecimento caiu. Por quê? Parece que os suíços votam para não passar vergonha diante dos vizinhos: se não votarem, podem ser considerados maus cidadãos. Ao implementar o voto pelo correio, o mecanismo de verificar, pessoalmente, quem votou e quem não votou se tornou menos potente: quem não apareceu para votar pode ter votado pelo correio. Assim, sem risco de puxão de orelha, os suíços deixaram de votar...

 

Belo experimento natural, aliás.

 

Vote Clara Nunes


Escrito por Philipe às 19h21
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27/10/2008

Niilismo pós-estético? Ou festim sensorial?

A própria negação dos conceitos estéticos relativistas pós-modernos ou apenas o ativismo da exegese lichtensteiniana?

Vai, vai, Chapa Quente!


Escrito por Philipe às 19h39
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Estudar para concurso = curva de Laffer.


Escrito por Philipe às 19h30
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Ascensão e Queda das Não-Potências

É fato sabido que os países da América Latina ocupam lugares apenas intermediários na classificação do produto per capita dos países. Um fato que talvez não seja tão conhecido é que alguns desses países já estiveram entre os mais ricos do mundo (como Argentina e Uruguai) ou que já tiveram momentos de maior glória (como a Venezuela).

Tendo isso em mente, e com os dados da Penn World Table, eu fiz uma tabelinha com o PIB per capita (relativo ao dos EUA nos anos em questão) da Argentina e da Venezuela, para alguns anos e indiquei alguns países que possuiam então valores semelhantes para o indicador. Assim, temos, por exemplo, que a Argentina era tão rica em 1950 quanto a Holanda (de 1950), mas em 2004 era tão rica apenas como a Croácia. Já a Venezuela tinha PIB per capita em 1950 semelhante ao da Áustria, mas em 2004, esse valor é semelhante ao da Tunísia.

Venezuela

1950 – Áustria (39.24)
1955 – Itália (44.58)
1960 – Irlanda (42.15)
1965 – Grécia (37.45)
1970 – Portugal (36.81)
1975 – Porto Rico (40.37)
1980 – Hungria (41.37)
1985 – África do Sul (31.64)
1990 – Uruguai (29.34)
1995 – Dominica (24.68)
2000 – Botswana (21.31)
2004 – Tunísia (21.15)

Argentina

1950 – Holanda (61.90)
1955 – França (55.32)
1960 – Bélgica (60.1)
1965 – Finlândia (56.33)
1970 – Israel (55.10)
1975 – Grécia (53.98)
1980 – Macau (50.10)
1985 – Hungria (37.32)
1990 – Gabão (30.32)
1995 – Trinidad y Tobago (35.96)
2000 – Eslováquia (32.98)
2004 – Croácia (31.15)


Escrito por Philipe às 18h50
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26/10/2008

Happiness is a puppy.

Happiness is a warm puppy.

 

 

PS: Igual ao meu cachorro, eu não me dou bem com cafeína. Cafeína é a minha criptonita. Cafeína é pior que plutônio! One man, Dr. Bernard Cohen, went so far as to volunteer to eat as much plutonium as Ralph Nader would caffeine...


Escrito por Philipe às 16h13
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