Matizes Escondidos

11/10/2008

Passarinho mau pega, afoga e come coelhinho!

Passarinho mau pega, afoga e come coelhinho! Daria capa do Supernotícias (tablóide popular de Belo Horizonte). Aqui.


Escrito por Philipe às 19h01
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Valor econômico do patrimônio cultural

O De Gustibus lança aqui uma nova rodada da complexa questão: em termos de patrimônio cultural material, o que deve ser preservado, e o que deve dar lugar ao novo?

Um exemplo que achei sempre interessante é o que se segue, retirado da seção de classificados de um jornal: 

Patrimônio em risco

A casa do anúncio fica (ou ficava) no centro de Belo Horizonte, onde estão situadas diversas casas antigas (décadas de 1890 e 1900), que hoje possuem valor arquitetônico e histórico. Durante as últimas décadas a  maioria já foi ao chão, o que torna elevado o valor das casas remanescentes. Devemos, então, preservar todas as que sobraram?

Por outro lado, o anunciante acima vende a casa pelo expressivo valor de (aproximadamente) R$ 1.400 o metro quadrado, sugerindo que seja construído um estacionamento no lugar. Se pede um valor tão alto pelo terreno, é porque acredita que os motoristas estarão dispostos a pagar caro pelo estacionamento. Se os motoristas realmente se disporem a pagar caro pelo estacionamento, é porque as vagas lhe oferecem bastante 'valor' (utilidade).

O mercado é muito bom em precificar ativos com liquidez razoável (como a casa acima). Entretanto, não faz um trabalho tão bom em precificar ativos que talvez nem sejam reconhecidos como tal, como o prazer estético em visualizar a casa, ou ainda o valor histórico da construção. Reconhecendo essa lacuna, foram criadas metodologias de avalição de "custo-benefício", que buscam dar valor a bens e serviços que, por diversos motivos, não se prestam a uma valoração satisfatória pelo mercado. Entretanto, essas metodologias também apresentam diversos problemas.

Pior ainda, os interesses de quem compra, vende e constrói são concentrados, enquanto os interesses de quem aprecia bens como a casa antiga em questão são difusos. Nesses casos, o que geralmente ocorre é que o patrimônio sem preço (o que não quer dizer sem valor) acaba cedendo lugar aos empreendimentos econômicos.

Certamente, há casos em que a demolição de casas antigas e construção de prédios novos e estacionamentos é o uso "socialmente" ótimo do espaço físico (que é limitado). Por outro lado, deve haver um número de construções antigas, superior a zero, que seja "socialmente" ótimo. A ausência de preço definido para seus aspectos imateriais, entretanto, dificulta (ou impossibilita) a definição do ponto de equilíbrio entre construções novas e antigas.

Não há, na minha opinião, uma solução fácil para esse problema. Caso o "capital social" da sociedade em questão seja elevado, poderíamos esperar o surgimento de associações do tipo "Amigos do Patrimônio", que poderiam atuar no mercado político para avançar sua agenda, tendo como contraparte o interesse dos desenvolvedores.  Podemos contemplar também a criação de estruturas estatais dedicadas exclusivamente ao estudo dessas questões (como o IPHAN, no governo federal, e o IEPHA). Ambas as alternativas, entretanto, passam pelo mercado político que, como é sabido, apresenta diversas falhas (objeto de estudo da boa Ciência Política).

No caso destacado pelo De Gustibus, entretanto, parece que a população não se importa muito com a preservação dos templos antigos. Para complicar ainda mais a análise, outros templos (e não empreendimentos comerciais) serão construídos no lugar dos antigos. Talvez fosse o caso de preservar uma parcela pequena (talvez 10%) das construções antigas, as que forem mais diversas e representativas em termo de patrimônio cultural.


Escrito por Philipe às 12h27
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07/10/2008

Inflação

A Livraria Cultura reajustou nos últimos sete dias o preço dos livros importados quatro vezes... De ontem para hoje, foram 2 reajustes, num total de 5% de aumento. De duas semanas para cá, o aumento foi de 21%.

A coisa está ficando feia... ou já está feia?
Escrito por Philipe às 14h27
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A volta de um fantasma?

A Livraria Cultura reajustou nos últimos sete dias o preço dos livros importados três vezes... A coisa está ficando feia.
Escrito por Philipe às 08h35
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05/10/2008

Publicidade Ruim ou baixa PTF no setor de serviços brasileiro

Conforme explicado magistralmente por William Easterly em seu "The Elusive Quest for Growth" (em português, "O Espetáculo do Crescimento"), as pessoas tendem a se cercar de outros que lhe são semelhantes. Mais aqui. O exemplo que ele dá diz respeito ao mercado de trabalho, mas ele pode ser aplicado a grupos em geral.

Um excelente cirurgião, para exercer plenamente sua profissão, buscará sempre trabalhar com excelentes anestesistas. Excelentes anestesistas, por sua vez, procurarão trabalhar com excelentes enfermeiros. E onde são formados excelentes enfermeiros? Nas melhores faculdades. E onde estão as melhores faculdades? Nas grandes cidades.

Assim, é possível que algumas cidades polarizem uma região, um país ou mesmo todo o planeta. Por exemplo, Belo Horizonte, que possui 10% da população de Minas Gerais, deve possuir, digamos, 40% dos melhores profissionais de Minas Gerais. A cidade de São Paulo, com 5% da população do Brasil, deve possuir, digamos, 40% dos melhores profissionais brasileiros, etc.

A questão, então, é que o "resto" das cidades e regiões que são polarizadas sofrem uma espécie de "brain drain". Com muitos de seus filhos mais talentosos se mudando, essas áreas polarizadas sofrem com a queda da qualidade de trabalho. Para quem contato com uma cidade relativamente grande e uma relativamente pequena (meu caso), é notável a freqüente diferença na qualidade dos serviços oferecidos entre regiões relativamente próximas. Isso pode ser sentido no comércio, no atendimento médico, na educação, etc.

Nesse aspecto, entretanto, algo que sempre me chamou a atenção é a baixa qualidade da publicidade feita no interior... Hoje eu dou dois exemplos, retirados de um jornal que circula no interior de Minas Gerais.

Propaganda mal-feita

"Adquira segurança, não compre alarme"? Soa estranho, não? Acho que ficaria mais condizente com o que queriam dizer se colocassem assim "Não compre alarme: adquira segurança".

Propaganda mal-feita

Essa outra é de uma loja de eletrônicos. Qual é a pior parte do anúncio? O fato deles terem tirado um print screen de uma tabela do Word e colocado no anúncio? Reparem no grifo sob as palavras (ampliado no destaque). O fato deles colocarem o código interno de cada celular? O fato deles colocarem quantos exemplares de cada um existe em estoque (não é comum em anúncios do tipo)? A confusão dos nomes dos celulares (MOTOR-W270-PTO-LAR)? Não seria difícil fazer um anúncio melhor.

 


 

Erro de ortografia

Ok, ok. Essa é de Belo Horizonte. Mas é porque é engraçada. Exotérico? Realmente, há coisas que estão fora deste mundo... =)

 


 

Muita gente gosta da idéia de política industrial. Há bons argumentos sobre porquê essa seria uma má idéia para o Brasil, agora. Bom. A maior parte do PIB brasileiro (cerca de 66%, do World Factbook) vêm dos serviços. Se a idéia é melhorar a qualidade de vida do brasileiro, e se o padrão de vida de um país depende da sua capacidade de produzir bens e serviços (Mankiw), seria melhor investir numa política de serviços (se é que o mercado não é capaz de fornecer eficientemente bons profissionais, como publicitários), não numa política industrial, não?

"Mas é que sem competividade, o Brasil não consegue exportar. Os produtos dos outros países são mais baratos". Bom, o câmbio do Brasil é flutuante. Eu recomendaria esta leitura também. E tem uma clássica do Krugman. Depois eu coloco o link aqui.

PS: Além do mais, a imagem do celular está espelhada... Confira nos números.


Escrito por Philipe às 11h41
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Dez pessoas do seu passado que a assombrarão

Hahaha!

Excelente artigo no Cracked: Dez pessoas do seu passado que assombrarão seu Facebook. Poderia, claro, ser no orkut...


Escrito por Philipe às 09h34
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Humor... vítreo.

Aula de Ciências...

- Alunos, o olho é como uma máquina fotográfica: ambos são dotados de um sistema de lentes que recebe a luz e que a projeta invertida sobre um anteparo, que é a retina no caso do olho. Ambos possuem resolução de diversos megapixel, tocam MP3 e gravam vídeo em formato MPG...


Escrito por Philipe às 07h28
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