Matizes Escondidos

20/06/2008

Piada Pronta

Diz o José Simão que o Brasil é o país da piada pronta. Depois de ler esta notícia, passei a acreditar nele:

"Líquido que jorrou em casa de Jundiaí é sangue, diz polícia

O líquido que apareceu em uma casa do Jardim Bizarro, em Jundiaí (interior paulista), é realmente sangue, como disseram os moradores quando procuraram a polícia no último domingo (dia 15). A informação foi divulgada nesta quinta-feira pela Polícia Civil, que realizou exames após recolher o líquido na casa.

(...)

O delegado afasta a hipótese de ter ocorrido um homicídio no local. "Sangue é tecido. Só sai de pessoa viva. Visitei a casa e vi que tudo estava normal."

Como é? A casa sangra? E o bairro chama Jardim Bizarro?

Não, não, não. Pode parar que está muito óbvio.


Escrito por Philipe às 16h01
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19/06/2008

Sobre o artigo do Kanitz

Um artigo que está dando o que dizer é este aqui do Kanitz. Para uma discussão interessante, vá ao Phcastro, aqui.

Vou dar minha modesta contribuição recolocando um post que escrevi ano passado, no qual faço uma recomendação de leitura.


Comentário interessante sobre como mudanças na estrutura organizacional nos EUA poderiam explicar, em parte, a aceleração recente no crescimento da produtividade daquele país pode ser lido em http://www.voxeu.org/index.php?q=node/775

Será que todos os anos de material Dilbertiano serviram para alguma coisa?

Scott Adam, the Dilbert Principle:

ON DOWNSIZING
After all the bright people fled, companies realized they had to make downsizing sound like more of a positive development to keep morale high. This was accomplished through a creative process of inventing happier-sounding phrases that all meant essentially the same thing. 'You're fired' (1980); 'You're laid off' (1985); 'You're downsized' (1990); 'You're rightsized' (1995). You'll see the following phrases used during the next five years: 'You're happysized'; 'You're splendidsized'; 'You're orgasmsized!'


Escrito por Philipe às 17h18
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18/06/2008

Usando o mercado financeiro para evitar a fome

Usando o mercado financeiro para reduzir o risco de fome... no Malawi.

- Malawi's food security strategy incorporates risk-management tools;

- The country is likely to be the first to use a new weather derivative financial product offered by the World Bank;

- Malawi's goal is to reduce vulnerability to weather shocks in the context of strengthening food security;

- The approach makes use of derivative contracts which help transfer risks to the financial markets so that nations are better equipped to cope with extreme weather and commodity price and supply shocks.


Escrito por Philipe às 20h28
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Dadá Maravilha, ex-centroavante

Para quem é de Minas Gerais, é estranho algupem se referir ao Dadá com alguma espécie de qualificação, como "ex-centroavante" ou "ex-jogador do Atlético Mineiro". O Dadá é o Dadá e dispensa explicações ou referências (seja isso bom ou ruim).

Isso, claro, só vale para quem é de Minas.


Escrito por Philipe às 16h27
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Caução: garantia, segurança

Hoje eu vi um monte de gente inteligente e bem instruída escrevendo "cheque-calção" em vez de "cheque-caução". Esse é um erro muito, muito comum, então para esclarecer e não deixar dúvidas, vamos lá:

Cheque-caução: cheque devidamente preenchido e válido dado como garantia (caução) por uma parte a outra, em uma troca ou negociação.

Cheque-calção:

  


Escrito por Philipe às 16h06
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16/06/2008

Programa para manhãs de domingo

Claudio, do De Gustibus, dá o link (este) para uma discussão sobre porque as pessoas, nos EUA, votam, sendo que lá o voto é facultativo. A questão é a seguinte: votar exige um esforço considerável (se informar sobre os candidatos, sair de casa, esperar na fila, etc), sendo que a possibilidade de um voto individual decidir uma eleição é mínima. Parece então, que o custo de votar supera o seu benefício esperado.

No Brasil o cálculo é um pouco diferente. Você até pode justificar o não-comparecimento às urnas, mas o procedimento é chato e burocrático. Assim, talvez o custo maior no caso nacional seja no caso de não votar.

Entretanto, mesmo que o voto não fosse obrigatório, eu ainda continuaria votando, por pelo menos duas razões:

1. Eu acho interessante o esforço informacional e logístico de se apurar quais são os eleitores, em qual zona eleitoral eles estão registrados, em que prédio eles votarão, etc. Você chega no prédio e lá está o seu nome, direitinho. É como se fosse no vestibular, só que em escala bem maior. Além disso, mover urnas e cédulas de papel (elas existem ainda, para uso em zonaas aleatórias, para servir de amostra para análise de suspeita de fraudes) país afora requer um planejamento nada trivial. A cada eleição eu tento reparar nesses detalhes para aprender algo.

2. Eu acho extremamente divertido votar em urna eletrônica (nunca votei em cédula). Você digita o número do candidato e aparece a foto dele. Eu aproveito para ver a foto dos principais disputantes, checar os detalhes da inteface, etc. Eu sou ágil com a urna, então não atrapalho muito o andamento do processo. 

Como disse, mesmo que o voto no Brasil fosse facultativo, eu ainda votaria.

Vote Clara Nunes


Escrito por Philipe às 17h38
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