Matizes Escondidos

22/05/2008

Reflexão

1. Ser estudante é ter tempo de ler os livros que você quer, mas não ter dinheiro para comprá-los.

2. Ser adulto é ter o dinheiro para comprar os livros que você quer, mas não ter tempo para lê-los.

3. Ser estagiário é não ter nem o tempo nem o dinheiro para ler os livros que você quer.

Estado atual: #3, passagem para #2 em breve (espero!)


Escrito por Philipe às 21h24
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21/05/2008

Escorregão da revista Veja?

Um dia desses eu tomei um susto com a Revista Veja. Algo do gênero "como é que ninguém percebeu isso?". A edição do dia 14 de maio de 2008 inclui uma matéria falando sobre como era a Rússia que Putin encontrou e como é a Rússia que ele lega ao seu sucessor, Dmitri Medvedev. O susto é que a página 88 inclui um gráfico com, entre outras estatísticas, a informação sobre o PIB russo em 1999 e em 2007.

Opa! Como é que o PIB (total e per capita) de um país SETUPLICA em 8 anos? Ok que a Rússia em 1999 sai de uma crise terrível e cresce rapidamente desde então, mas é absurdo pensar que um país grande possa crescer a ponto de setuplicar o PIB em oito anos. Para que isso ocorra, a economia deve crescer fabulosos 27% ao ano durante 8 anos.

Complicado, não?

Diz o World Factbook, aqui:

"Russia ended 2007 with its ninth straight year of growth, averaging 7% annually since the financial crisis of 1998."

Como quem tem dívida no banco sabe, a diferença entre 7% e 27% ao ano é abismal. Como eu já escrevi antes, aqui, jornalistas costumam se atrapalhar com essas coisas. Meu palpite? O autor deve ter pegado a estatística de PIB baseada na taxa de câmbio oficial, que é sujeita a grande variações ao longo do tempo. Em 1998 o rublo estava bem desvalorizado, o que não acontece em 2007. Além disso, o jornalista não deve ter ajustado os valores pela inflação, isto é, deve ter usado dólares correntes. Isso poderia ajudar a explicar a origem de valor tão inusitado para a taxa de crescimento russa apresentada pela revista.

PS: A mesma edição, em matéria na página 108, fala sobre ignorância econômica, ao resenhar o livro "Economia Sem Truques", de Bernardo Guimarães e Carlos Gonçalves. Humm...

PS2: Entrei em contato com a Revista Veja, a qual gentil e rapidamente me respondeu. As medidas da revista são do FMI, aqui, medidas pela taxa de câmbio oficial e dólares correntes. Pela tabela, o crescimento foi realmente de 27% ao ano, médio. Isso tudo nos leva a lembrar as limitações de tal metodologia, ao não levar em consideração o nível de preços praticado em cada país e o valor da inflação. Diz o autor da reportagem: Os dados estão corretos e a fonte é o FMI. O cálculo é feito a partir do valor do PIB em moeda nacional e depois convertido para o dólar. Vale lembrar que a Rússia estava em crise no final dos anos 90, seu PIB chegou a encolher quase um terço em um único ano e o rublo estava muito desvalorizado perante ao dólar. Isso está correto, o que não quer dizer que a medida é adequada ao que o jornalista queria medir.


Escrito por Philipe às 21h46
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19/05/2008

Snake Oil

Dia desses (especificamente no dia 27 de abril de 2008) eu estava lendo o jornal (especificamente, "O Globo", caderno de economia), quando eu me deparei com uma matéria falando sobre como o Oriente Médio está se tornando, gradualmente, um importante mercado para os produtos brasileiros.

Um desses produtos que está fazendo sucesso é um creme para o cabelo, que promete deixar dar um brilho intenso, tal qual o brilho de uma cobra:

"(...)Lucilene Ribeiro, responsável pela área de exportação da Sther Cosméticos, uma empresa de Jundiaí, Interior de São Paulo, com 33 anos de existência e quatro vendendo ao exterior (...) despacha à região cosméticos, principalmente cremes hidratantes para cabelo. O sucesso entre as mulheres árabes é o pote de um quilo de um creme que produz nos cabelos o efeito de brilho de cobra."

Divertido, não? Mas o que me chamou a atenção na matéria foi o nome do tal creme: Snake Oil.

Opa, Snake Oil?

Da Wikipedia: "Snake oil is a traditional Chinese medicine used to treat joint pain. However, the most common usage of the phrase is as a derogatory term for compounds offered as medicines which implies that they are fake, fraudulent, or ineffective. The expression is also applied metaphorically to any product with exaggerated marketing but questionable or unverifiable quality."

Hehehe! Será que o pessoal pensou nisso na hora de dar o nome para o produto? Vou mandar um email para lá. Se eles me responderem, coloco aqui.


Escrito por Philipe às 13h55
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18/05/2008

Made in Japan

Produtos eletrônicos originários do Japão adquiriram durante os anos 1980 a fama de serem de excelente qualidade. Marcas como Sony, Panasonic e Toshiba se tornaram então sinônimos de qualidade.

Essa história já é conhecida de todos. Mesmo assim, me surpreendi outro dia quando estava lendo um artigo sobre uma empresa de placas-mãe de computador, que acusava a concorrente de usar componentes de má qualidade. A acusação? A concorrente usava capacitores não-japoneses. Não precisava especificar a marca ou o modelo, ou ainda se ele tinha vindo de Taiwan, da China ou dos EUA. Se não fosse japonês, não serviria. E sendo japonês, qualquer um estaria bom. Deveras interessante. Se quiser ler mais, a história completa está aqui.


Escrito por Philipe às 10h06
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