Matizes Escondidos

17/05/2008

Fuga de capital! Desvalorização da moeda! Inflação galopante! É a crise na... Islândia. Aqui.


Escrito por Philipe às 16h22
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[(Control + C) + (Control+V)] - Cérebro

Um belo dia, um camarada resolve vender, honestamente a sua câmera digital Tecnomania, usada:

A câmera é ruim (muito ruim, péssima), mas isso não impediria que o nosso vendedor tentasse vendê-la. O problema é que ele é preguiçoso demais para sequer escrever uma resenha sobre o produto. Pior, além de pegar uma resenha pronta de alguma outra página, ele sequer a lê! Aí, ela vem com uma comentário desabonador, com certeza de um usuário que já comprou essa máquina e sabe que é uma bomba. Esse aí sabe vender...  Se quiser dar o seu lance, a página está aqui.

Ah, e vale o toque: essas Tecpix, Tecnomania e Tec-etc são todas horríveis. Caras e com péssima qualidade de vídeo e imagem. Fuja delas!


Escrito por Philipe às 16h01
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16/05/2008

Superstição

Outro dia eu estava mexendo em um site quando eu me deparei com uma imagem trocada. O texto da página falava do módulo II de um determinado curso, mas a imagem era do cartaz do módulo I. Foi então que eu fui ver o nome do arquivo da foto. Eu pensei que, se fosse algo do tipo http://www.site.com.br/modulo1.jpg, seria só o caso d'eu mudar o link para www.site.com.br/modulo2.jpg e ver o cartaz correto.

Foi então que eu descobri que todas as imagens do site eram numeradas. Por exemplo, o nome do arquivo de uma imagem poderia ser 122.jpg, 479.jpg ou 699.jpg. Eu fui então testando alguns nomes de arquivos, só com os numerais. E todos os arquivos estavam lá: 123.jpg, 124.jpg, 125.jpg, 126.jpg...

Opa, todos? Eu testei o 665.jpg, e ele estava lá. O 667.jpg também. Já o 666.jpg não existia. Pois é, todos os arquivos que eu tentei existiam, menos o cabalístico número da besta. Queria saber o que se passou na cabeça do webdesigner quando ele optou por pular um número e furar a regrinha do site!

Dizem que no Japão alguns prédios não têm um determinado andar (acho que o quarto, pois parece que o quatro é considerado de mau agouro, leia mais aqui). Aí os prédios pulam do terceiro direto para o quinto andar...

 

Fotos extraídas do clipe "The Number of the Beast", do Iron Maiden.


Escrito por Philipe às 20h25
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14/05/2008

Faça o que eu digo...

Hoje eu fui comprar um carregador de pilha. Entrei em uma loja de shopping (a qual eu ainda não conhecia) e perguntei para a vendedora quais os modelos disponíveis e qual o preço de cada. Nisso, ela comenta para um outro vendedor:

- Nossa, eu quero comprar um carregador. Sony é uma excelente marca. Mas eu não vou comprar aqui, não. Vou procurar bastante e ver algum lugar que tenha preço melhor.

Ou seja, a moça, que conhece a loja muito melhor que eu, disse do meu lado que não compraria na loja em que ela própria trabalha... Não muito surpreendentemente, minha disposição a comprar naquela loja caiu muito, instantaneamente. Saí de lá sem o carregador.

Me lembrou, aliás, aquela velha história: só coma em restaurante no qual o próprio dono come. Ah, a informação assimétrica...


Escrito por Philipe às 20h49
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13/05/2008

Distribuição de renda é imoral?

Tive a honra de receber hoje um texto do Pedro Castro para publicar aqui. Pedro participou do e-book do preço do sushi e também do dos ditados populares. Ele manteve durante algum tempo o blog 'Ai dos Vencidos', hoje encerrado. Bom, eis o texto.

***

Distribuição de renda é imoral?

Por Pedro Castro

Se eu tivesse que me classificar, eu me classificaria como um liberal. O Cato Institute é um think tank liberal, mas nem por isso eu tenho que concordar com tudo o que eles escrevem. Particularmente, não gostei deste texto.

Há um esforço para mostrar que o socialismo (igualitarismo, socialismo; tratarei tudo como sinônimo, por simplicidade) é imoral. Imoral porque é produto da inveja, do medo e da ambição. Sem entrar no mérito se ele é ou não imoral, quero mostrar que o argumento utilizado para concluir isto é ruim de forma geral.

Primeiro a questão da inveja. Sabemos que a inveja é moralmente condenada. O’Rourke então argumenta que, como igualitarismo deriva da inveja, este é moralmente condenável. Provavelmente os socialistas não sejam todos invejosos, mas suponha que eles sejam. E daí? O fato dos empresários serem motivados pela ganância e pelo seu egoísmo impede que o mercado seja uma instituição social desejável? Evidentemente que não, como Adam Smith há muito já mostrou.

Talvez fosse mais legal se as pessoas não fossem invejosas (ou egoístas). Mas para discutirmos o modelo de sociedade em que queremos viver, acredito ser melhor tratar os valores morais como parâmetros exógenos. Primeiro porque ainda não sabemos se, como e em que medida podemos moldar os valores de toda uma sociedade. Segundo, mesmo se soubéssemos como moldá-los, tal ato poderia ser eticamente injustificável.

Agora, se as pessoas são intrinsecamente invejosas, a distribuição de renda torna-se mais meritória, e nós liberais deveríamos refletir mais sobre isso. Por exemplo, a melhoria do padrão de consumo de uma pessoa, mantendo o padrão de todos os demais constantes, poderia não ser uma melhoria de Pareto se houver inveja, pois todos que não tiveram seu consumo aumentado teriam uma desutilidade. O princípio da compensação nos levaria a concluir que compensações poderiam ser necessárias para promover melhorias de Pareto. O autor parece reconhecer isto, pois no final ele argumenta no sentido de convencer as pessoas a não sentirem inveja.

Tratemos agora da questão do medo: as pessoas temem que os ricos abusem do seu poder econômico, e por isso tenderiam a defender maior distribuição. O’Rourke tenta mostrar que esse medo é irracional. Ele reconhece que os ricos podem abusar do seu poder, mas afirma que a alternativa ao poder dos ricos é o poder do Estado, que é bem pior. Aqui eu tendo a concordar com ele, por isso não pretendo discutir muito este ponto.

Por fim, a ambição. O argumento desenvolvido pelo autor é que os socialistas têm uma baixa auto-estima e pensam que não podem ir muito longe no mercado. Tudo bem, de fato não há véu da ignorância. Mas argumentar nesse sentido é como argumentar que os defensores do livre mercado só defendem o mercado porque sabem que serão bem sucedidos. E isso, não mostra que a distribuição de renda é uma má idéia, só mostra que os dois lados do debate têm seus vieses. 

Resumindo, eu não creio que este texto seja capaz de convencer nenhum esquerdista. E preciso ser muito mais convincente. Como, eu não sei.


Escrito por Philipe às 22h29
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12/05/2008

"Small steps toward a much better world" é o excelente lema do excelente blog Marginal Revolution.

Outro dia eu estava lendo um capítulo de um livro bem ruinzinho (para a faculdade). No texto, o autor destaca o poder de mensagens para arrebatar mentes e corações e, assim, conseguir o que se objetiva. Um exemplo que ele cita: "Nunca duvide de que um pequeno grupo de cidadãos sérios e comprometidos possa mudar o mundo", de Margaret Mead.

Ora, não pode haver dúvida de que uma pessoa sozinha, ou ainda um pequeno grupo, possa mudar o mundo. Essa era a idéia dos bolcheviques: criar um grupo de cidadãos sérios e comprometidos, instruídos e disciplinados (a Vanguarda), que liderasse o povo durante a Revolução, em caminho ao Comunismo derradeiro. Bom, deu no que deu.

Na verdade, mudar o mundo é relativamente fácil. Um maluco com uma bomba nuclear escondida no meio de Nova York, Londres ou Tóquio pode mudar o mundo em poucos minutos. O difícil é que um pequeno grupo possa mudá-lo para melhor. Qualquer idiota pode destruir uma casa. Mas, para construí-la, é preciso dinheiro, conhecimento e talento. E tempo, claro.

A crença em vanguardas e iluminados resultou no Gulag. A defesa da liberdade individual resultou na moderna democracia ocidental.

Aliás, Mead é a antropóloga cujos relatos róseos (e geralmente enganados) da vida de povos primitivos povoam os sonhos de muito gente por aí. Ela, sem dúvida, é uma das filósofas mortas a quem Keynes se referia.


Escrito por Philipe às 20h02
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