Matizes Escondidos

19/04/2008

Galego é miguxês?

Eu estava há pouco procurando uma lista (curiosidade apenas) de comidas disponíveis no mercado brasileiro que sejam classificadas como kosher (preparadas de acordo com a tradição judaica). Um dos sites que apareceu foi da Wikipedia em galego, aqui (!). Pois é, é galego, mas quase que poderia ser miguxês também:

"Tipo de comida específica dos que profesan a relixión xudía, debido a que cumpre coas súas esixencias. As leis do kaxrut (כַּשְׁרוּת en hebreo , kašrut en hebreo estándar) ("manter o kosher", dise en hebreo: כֶּשֶׁר / כָּשֶׁר; e en hebreo estándar kéšer / kášer) son as leis dietéticas do xudaísmo. A comida de acordo coa lei xudía denomínase kóxer, da palabra hebrea kaxer (כשר), que significa "axeitado" (neste caso, para o consumo humano)."

Relixión xudía? Esixencias? AXEITADO?!?! Parece saído de um perfil ou blog dos colegas chorosos!

O primeiro emo falava galego. O resto é história.


Escrito por Philipe às 13h46
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18/04/2008

Fill-a-post

Artigo legal sobre sistemas legados, aqui.


Escrito por Philipe às 17h31
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16/04/2008

Eu não caí. E você?

Uma lição importante de psicologia: as pessoas podem, sim, ser influenciadas a adotar este ou aquele curso de ação.

Por exemplo, se você colocar uma pessoa para comer biscoito em uma sala convencional, a tendência é que ela não se preocupe muito em não fazer farelo. Mas se você colocar um ligeiro aroma de pinho no ambiente, as pessoas se tornam muito mais cuidadosas com o farelo. Ora, o exemplo tem sua razão de ser: aroma de pinho indica que a sala foi limpa há pouco tempo, e assim, valeria a pena se esforçar um pouco mais para mantê-la impa. A questão é que as pessoas não percebem que estão fazendo esse tipo de ajuste, na maior parte do tempo. Em torno dessas constatações se construíram as técnicas de propaganda.

Um problema para os marketeiros de plantão é que as pessoas (surpresa!) não gostam de ser manipuladas. Caso alguém perceba que está sendo manipulado, o resultado é que geralmente o tiro sai pela culatra. As pessoas geralmente não apresentam aversão a propaganda explícita. Já a implícita, quando descoberta, geralmente é alvo de hostilidade. O conselho é o seguinte: em caso de propaganda disfarçada, disfarce mesmo. Caso contrário, as pessoas irão fazer o contrário do que você quer.

Nenhuma dessas idéias é minha. Eu as resumi aqui por causa de uma campanha publicitári (na minha opinião) foi mal sucedida aqui em Belo Horizonte. Alguma agência de publicidade espalhou pela cidade faixas de um suposto Marcão que estaria procurando seu carro vermelho, perdido em algum lugar da cidade. As faixas, porém, eram completamente sem credibilidade. O tal Marcão falou que tinha perdido seu "carro vermelho", mas não especificou o modelo, ano e placa do veículo. Além disso, ninguém "perde" um carro. Carros são batidos, assaltados e roubados. Mas não perdidos.

Além disso, a faixa tinha o endereço para um blog. O problema que o blog era tão arquétipo-estereotípico que ficava claro que não era o blog de alguém de verdade. Primeiro post: eu amo o meu carro. Segundo post: eu odiava pegar carona. Terceiro post: a minha namorada fica feliz de não precisar mais andar de ônibus. Quarto post: perdi o meu carro. Analisando o blog, d[a até para saber qual o público que eles procuravam atrair: principalmente masculino, entre 20 e 30 anos, comprometido mas não casado, usuário de internet e dono de carro 1.0 ou 1.3.

O pessoal da agência certamente esperava que a campanha gerasse algum burburinho, que as pessoas espontâneamente comentassem entre si sobre o "pobre Marcão". É o que se chama de "viralizar".

O fato, porém, é que eu escutei um monte de gente zombando das faixas. Elas eram simplesmente inverossímeis. Mais de uma pessoa disse: "Se isso for propaganda de algum alarme ou rastreador de veículos, eu com certeza não vou comprar", "aposto que é propaganda, e das mal feitas."

Pimba. Semanas depois, saiu na TV a propaganda de um rastreador de automóveis, com a história do Marcão. Acho que ninguém caiu nessa. Na minha opinião, tentaram ser inovadores, mas foram apenas atrapalhados e confusos.

Poucos depois, eles tiraram o "blog do Marcão" do ar. Não acredito que tenha viralizado e ainda foram motivo de rejeição e chacota.

Vai tentar fazer publicidade implícita? Boa sorte, se descobrirem você o feitiço vai virar contra o feiticeiro...

 


Escrito por Philipe às 20h07
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15/04/2008

Teste a la Walter Michel - Nissin Miojo

Dilema do universitário:

A melhor massa de macarrão instantâneo é a do Nissin Miojo Hot. Mas os temperos da linha Hot são todos bem ruizinhos. O melhor tempero é o de tomate, da linha Turma da Mônica (!). O problema é que a massa dessa linha é pior do que a da Hot.

O que fazer? Poderia-se abrir um Hot e um de tomate e aproveitar a melhor massa e o melhor tempero. O problema é que no dia seguinte, você teria que comer a pior massa com o pior tempero.

Dúvidas, dúvidas. Será que tem alguém na Nissin que procura comentários espontâneos sobre os seus produtos no Google e no orkut? Se sim, escutai minha prece: façam um tempero que presta para o Hot. Os atuais são uma mistura de pimenta velha com detergente.

 


Escrito por Philipe às 21h16
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14/04/2008

Sky auto-censura?

Não entendi a seguinte propaganda da Sky, em um banner do UOL (está lá agora, 16:38, Brasília, 14/4/2008):

Ué, auto-censura? Eu achava que isso era ruim... Colocar num banner? Alguém explica?

Se tiver um tempinho, leia um pouquinho sobre um tipo especial de auto-censura, a chamada 'Finlândização', e de quebra aprenda mais um pouco sobre a Guerra Fria, aqui.

PS: Não entendo o óbvio...


Escrito por Philipe às 16h38
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Hindsight #215

Quando você for comprar um telefone fixo sem fio, lembre-se de uma coisa: o monofone (onde se fala e se ouve) pode até ser sem fio, mas a base tem dois. Um telefone comum precisa somente de ser ligado em uma tomada de telefone convencional. Já o sem fio precisa também de uma tomada de energia, e ele geralmente com uma 'fonte', aquelas caixas enormes que vêm junto com o plugue.

Antes de comprar, pense bem onde pretende colocar e ver se há tomadas de eletricidade. Caso contrário, você corre o risco de ficar um trambolhão ligado o dia inteiro na tomada, e um fio atravessando a sua sala toda.


Escrito por Philipe às 16h31
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