Matizes Escondidos

12/04/2008

Réquiem para um programa

Na minha vida de usuário avançado de computador eu já usei um Pentium 166 com HD com uns 100 MB bons, o que me limitou, durante uns dois meses a só mexer no DOS; eu já passei noites pensando em como formatar o HD para ter partições ext2, swap e FAT32 sem perder os dados importantes que estavam em FAT16 (e isso antes d popularização dos gravadores de CD, que dirá de pendrives); de pegar computadores de amigos com vírus Chernobyl-Win32/CIH, etc...

Assim, é com um pouco de dor no coração que vejo o das versões mais novas do Windows por aquela que, durante um bom tempo, foi uma das principais ferramentas de qualquer micreiro...

R.I.P, fdisk.

 


Escrito por Philipe às 21h18
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11/04/2008

Manchetes alternativas

Uma shikidiana, agora: Manchetes alternativas.

Lula diz que alta dos alimentos é 'inflação boa' poderia ser Presidente admite que o mercado funciona, aqui:

"A inflação sobre os alimentos é decorrente do fato de que as pessoas estão comendo mais, disse Lula. Ora, na medida em que mais gente começa a comer carne, produtos de soja, trigo... se a produção de alimentos não aumentar, obviamente que nós vamos ter inflação.

(...)

Lula disse que este fenômeno é 'uma inflação boa'. 'Por quê? Porque está nos provocando a produzir mais', argumentou."

Ou seja, quando o mercado é razoavelmente livre, o preço varia em função do valor atribuído a um determinado bem. Se os preços estão altos, por exemplo, por função da escassez, os produtores têm incentivo para produzir mais.

Você pode reinventar a roda mil vezes. Ou ler o Mankiw.


Escrito por Philipe às 12h46
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Direitês

Do livro "Direito Constitucional", de Marcelo Galante, extraio o seguinte trecho:

"Teoria da repristinição - Corresponde ao restabelecimento da vigência da lei revogada pela revogação da lei que a revogou."

Hehe! São constitucionalistas que escrevem os textos de plebiscitos e referendos?

Você é contra a medida que favorece a proibição da permissão para compra de bebibas alcoólicas em estradas federais?


Escrito por Philipe às 07h41
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10/04/2008

Fill-a-post

xkcd é perfeito. Identificação, uh, elevada.

To anyone I've taken on a terrible date, this is retroactively my cover story.


Escrito por Philipe às 21h34
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09/04/2008

Semipiada de circulação altamente restrita

Pecunia non olet é um dito em latim que significa "o dinheiro não tem cheiro". A idéia do ditado é que não importa de onde venha o dinheiro, a moeda: o que importa é que ela valha.

Para o povo de BH, poderia ser também pecunia non oleto, que significa NÃO FECHE AS LATERAIS DA TABELA!

Professor, como eu faço essa tabela? Faça do jeito certo.

Grande Oleto... Não é à toa que minha sala o escolheu como professor mais carismático. Sem dúvdida, um grande professor. 


Escrito por Philipe às 19h34
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Rede Wi-Fi é um bem público?

Quer pagar quanto?

Vocês viram que Belo Horizonte vai ser coberta por uma rede de internet Wi-Fi? Pois é, clique aqui para conferir.

Será que vai dar certo?

Como relatado na revista Slate, aqui, há uma decisão crucial a se fazer quando se decide instalar uma rede dessas para cobrir uma cidade inteira: a escolha de cobrar ou não pelo serviço.

Instalar e manter uma rede Wi-Fi custa caro. Logo, alguém vai ter que pagar por ela. Se quem instalar a rede (o poder público ou uma empresa concessionária) decidir cobrar por ela, a experiência americana mostra que a iniciativa provavelmente falhará. O acesso à Internet por Wi-Fi apresenta problemas com largura de banda, disponibilidade e preço. Ora, se é para cobrar pelo acesso, o usuário prefere recorrer a um assinatura de serviço convencional (via cabo ou DSL), que oferece serviço melhor.

Se quem instalar preferir não cobrar pelo acesso, as coisas parecem funcionar bem. As pessoas usam, não pagam (pelo menos diretamente) pelo serviço e ficam satisfeitas. Como as empresas normalmente não estão interessadas em disponibilizar serviços pelos quais não podem cobrar, geralmente a instalação de rede Wi-Fi gratuita cabe ao governo. Como o governo possui a prerrogativa de cobrar impostos, pode usá-los para pagar pela rede. O problema é que os não-usuários de Wi-Fi acabarão subsidiando os usuários.

Pelo visto, a rede Wi-Fi padece dos problemas clássicos referentes à provisão de bens públicos: se algo deve ser fornecido, mas não é possível ou eficiente cobrar pelo seu uso, a solução clássica é seu fornecimento pelo poder público, que pode usar dos impostos para pagar por esses bens. Sob essa ótica, talvez a rede se assemelhe a outros exemplos de infra-estrutura, como a iluminação pública.

Aguardo para ver como vai ser o modelo instalado em Belo Horizonte.


Escrito por Philipe às 14h24
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07/04/2008

Hindsight bias

Com a vantagem da visão retrospectiva, todos nós somos muito sábios.

Você se lembra do Zipmail? É, um serviço de email gratuito que fez muito sucesso na década de 1990. O Zipmail fazia parte do portal Zip.Net, que também tinha uma grande popularidade.

Em 1999, o Zip.Net foi vendido para o grupo Portugal Telecom. Você lembra por quanto?

R$ 50 milhões? R$ 75 milhões? R$ 100 milhões, até?

Que nada, ele foi vendido pela bagatela de US$ 365 milhões! Isso mesmo, mais de trezentos milhões de dólares. Isso por um portal que iria sumir em 2001, e por um serviço de email que hoje é um morto vivo... Hoje todo mundo (que lembra) acha tudo muito estupendo.

Claro que isso foi em 1999, auge da bolha .com e as pessoas tomam decisões com as informações e projeções que possuem. A idéia do post foi só dar uma lembradinha do zeitgeist da época.

Esse screenshot é de 7/4/2008. O Zipmail, etretanto, oferece 4 GB hoje em dia de espaço de armazenamento.


Escrito por Philipe às 13h47
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06/04/2008

Tradurama

Nos últimos anos, o Brasil vem aumentando a sua (a ainda limitada) corrente de comércio exterior. Em um cenário como esse, as empresas têm que considerar a inserção de seus produtos em mercados fora do país. Uma das medidas, claro, é a apresentação dos produtos em língua estrangeira, como o inglês.

Eu coloco aqui as instruções de preparo em inglês de uma marca de macarrão. Bom... Custava ter contratado um nativo para escrevê-las? Ou um brasileiro que dominasse a língua? As instruções estão com cara de tradução feitas pelo "sobrinho do dono da fábrica"...

After boiling.


Escrito por Philipe às 14h49
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