Matizes Escondidos

29/03/2008

How well do you know your world?

Eu não gosto muito de coisas festeiras, mas olhem que jogo bacana... Meu recorde até agora foi chegar até o nível 11, com cerca de 450k pontos.

Enjoy!

 


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Escrito por Philipe às 19h58
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28/03/2008

Yahoo Respostas

Um conceito útil e usado em diversas áreas é o da relação sinal/ruído. De maneira simplificada, podemos dizer essa relação busca expressar o quanto de informação útil (sinal) temos em relação a informação indesejável (ruído), dada uma quantidade de dados.

Para mim, poucas coisas diminuem mais essa relação na Internet quanto o tal do Yahoo! respostas.

A idéia por trás do mecanismo é bacana: algumas respostas só podem ser obtidas através de um sistema humano, i.e, uma pessoa lhe dando atenção.

O uso, porém, que está sendo feito dele é por vezes patético...

Sabedoria do Yahoo! Answers

Não, colega, nos não estamos destruindo o efeito estufa, estamos (ok, há controvérsias) aumentando-o!

Confiram mais pérolas em http://infoxp.wordpress.com/2008/03/01/imperdivel-perolas-do-yahoo-respostas/


Escrito por Philipe às 13h41
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Esses parentes, viu...

Uma das coisas mais engraçadas que eu já vi na vida é este "Thriller" indiano, em http://www.youtube.com/watch?v=LbvP7dT3Dx0.

Você encontra o "cara tussiu" dele em http://www.youtube.com/watch?v=q6BN0NA5lB8.

Kill her! Kill her! Killer! Killer!


Este aqui é mais antigo... Mas não fica muito para trás. Em http://www.youtube.com/watch?v=ZA1NoOOoaNw&feature=related


Escrito por Philipe às 13h13
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26/03/2008

Convergence and overtaking, biiiig time

Acabei de ler no UOL uma notícia com título inusitado: "Chávez diz que economia brasileira pode superar a dos Estados Unidos", e o link está aqui.

Ora, dependendo do que se considera que vem a ser uma economia "superar" a outra, o Brasil já superou os EUA. O crescimento econômico recente aqui, por exemplo, é maior do que o dos EUA. Segundo Benjamin Friedman, o crescimento do PIB (o fluxo) tem consequências importantes, independentemente de qual é o PIB existente (que é o estoque).

Lendo a matéria, porém, Chávez se detalha. Ele diz que, com a crise nos EUA, e com o sucesso do Brasil em aumentar as exportações, o Brasil poderá ter uma economia maior do que a dos EUA. Na hora eu me lembrei da previsão de Che Guevara que Cuba teria um PIB per capita em 1980 superior ao dos EUA. Bom, segundo as Penn World Tables, em 1980 o PIB cubano era praticamente um quinto do americano (21,6%), sendo que o seu pico na série referida se dá em 1985, com 29.5%.

Ou seja, Guevara errou. Mas poderia muito bem ter acertado, seria apenas o caso da economia cubana crescer muito mais rápido do que a dos EUA. Seria um fato notável, mas viável matematicamente.

Então, nesse espírito, eu decidi calcular o quanto o Brasil teria que crescer ao ano para superar a economia dos EUA. Lendo na Wikipedia, descubro que Chávez tem 53 anos. Usando esta tabela, vejo que, nos EUA, pelo menos, alguém com essa idade tem ainda cerca de 30 anos de vida. Não pense em usar a expectativa de vida ao nascer para calcular quantos anos de vida ainda restam para alguém, ok? Essa é uma nota importante que até mesmo alguns economistas graduados parecem esquecer... Fica para depois.

Assim, eu dei 30 anos para o Brasil superar os EUA, tempo para Chávez ver a ascensão da grande nação do sul e partir feliz e em paz. 

Na minha projeção, eu assumi que a economia americana irá crescer algo em torno de 2% ao ano, o que, claro, seria uma taxa bem baixa (e consequentemente, um best case para Chávez). Sendo o PIB americano de US$ 13,86 trilhões (Factbook), ele chegará daqui a 30 anos em US$25 trilhões. Estou arrendondando os números, ok?

Então o Brasil, cujo PIB é de US$ 1,8 trilhão, terá que, em 30 anos, chegar a algo mais que US$ 25 trilhões e, assim, superar os EUA. Para realizar tal façanha, o PIB brasileiro teria que crescer (tendência) a bagatela de... 9,3% ao ano, até 2038.

Tal cenário é altamente improvável, ainda mais levando em consideração que, como a população brasileira é menor que a americana, o PIB per capita do Brasil em 2038 nessa projeção seria superior aos americano. Ora, estaríamos então na fronteira tecnológica, e é muito difícil que um país que esteja próximo à fronteira (ou seja a fronteira) cresça tão rapidamente assim, principalmente depois de realizado as primeiras etapas do catching up.

PS: Eu mudei a redação de algumas coisas desde o post original.


Escrito por Philipe às 18h12
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Dragon Force

O site www.cracked.com escolheu "os cinco álbuns mais acidentalmente hilários de 2006". A banda de metal DragonForce ‘ganhou’ o primeiro lugar. Confira a "resenha" traduzida do álbum 'Inhuman Rampage'. Publicado primeiro no Metal Clube, em www.metalclube.com/content/view/2956/27/

***

Música raramente é divertida de propósito, mas a cada ano vários álbuns hilários são criados sem querer por músicos pretensiosos ou sem-noção mundo afora. Esses artistas não nos trazem felicidade pelo prazer de sua música, mas sim através de chances ilimitadas para fazer piada deles. Sem mais delongas, aqui está a lista dos cinco álbuns acidentalmente mais hilários de 2006:

1. 'Inhuman Rampage' do Dragon Force

Dragonforce

Este é o DragonForce.

Se você ainda não adivinhou pela foto ou pelo nome (que parece bolado por um moleque de quinta série ou baseado em algum RPG tosco da Nintendo), DragonForce é uma banda de metal. Mas não uma banda de metal qualquer. DragonForce é um clichê ambulante de proporções épicas, tão grande que faz 'Spinal Tap' (http://en.wikipedia.org/wiki/Spinal_tap) parecer um documentário de verdade.

Para ilustrar o quão clichê esses caras são, eu dei uma lidinha nas letras das oito músicas do último álbum épico da banda, e aqui está o que eu encontrei (listagem das palavras que mais aparecem no cd):

Álbuns inadvertidamente engraçados

Mesmo com todas as referências a 'batalhas de aço e a fogos e chamas que ardem", é realmente impressionante que o DragonForce tenha conseguido usar a palavra “pain” incríveis 26 vezes apenas em 8 músicas (e isso não conta todas as vezes que a palavra é repetida nos coros). Depois de escutar o vocalista e assistir a seus vídeos, é de se estranhar que a palavra "frango” não apareça uma vez sequer. Aparentemente, a palavra não veio incluída no "kit de poesia faça-você-mesmo do Dungeons and Dragons" que a banda usa para escrever suas letras.


Escrito por Philipe às 16h09
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Legais do público

 

Surpresa agradável chegou hoje por email: Olá! Seu blog foi selecionado como um dos legais do UOL. Parabéns!

Eu pensei que era vírus/spam/enlarge your..., mas não, está lá UOL blogs mesmo. Bacana!

Se é a sua primeira vez aqui, eu tenho algumas recomendações:

A garota 100% perfeita, aqui. Bonita história sobre os desencontros (ainda que imaginários) da vida.

Tudo o que você sempre quis saber sobre a multa nos sushis que sobraram no rodízio... mas não tinha coragem de perguntar ao amigo economista, aqui. Pequeno e-book colaborativo em que participo, fala sobre princípios econômicos que norteiam a cobrança por sushi em rodízios... =)

Em Terra de Cego, quem tem um olho é rei, aqui. Outro e-book colaborativo, busca entender algumas intuições econômicas presentes nos ditados populares.

Esperemos algumas visitas, então...

PS: Valeu o toque, Claudio. Claro, nada contra mulheres na política. :)


Escrito por Philipe às 16h04
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Epigenética e libertarismo

Se eu quero e você quer / Tomar banho de chapéu
Ou discutir Carlos Gardel / Vou esperar Papai Noel
Então vá / Faça o que tu queres
Pois é tudo / Da lei, da lei

Estava pensando em uma questão ontem...

Da Wikipédia:

Segundo a teoria política, o Libertarianismo ou libertarismo é a corrente política que defende que o melhor governo é aquele que governa o mínimo possível; a função do estado deve ser apenas a de impedir a violação dos direitos humanos naturais (vida, liberdade e propriedade). Por outras palavras, os individuos devem ser livres para fazer tudo aquilo que desejem fazer, desde que não violem o direito dos outros a exercer o mesmo direito. O papel do governo é o de proteger esse direito.

Bacana, não é mesmo? Para um libertário, as pessoas têm o direito de fazer tudo aquilo que quiserem, desde que não prejudiquem o próximo. Essa é uma postura bastante interessante, não menos por defender a tolerância. Quer fazer uma tatuagem? Bacana, eu que não gosto muito, mas não o reprovo. Quer se converter e virar Testemunha de Jeová? É perfeito, desde que você não venha pregar em minha casa sem ser convidado.

Essa é uma postura bastante invocada quando o assunto se refere a cigarro, álcool e drogas...

Será que deveríamos fazer campanha contra o uso de cigarros? Vamos deixar de lado a questão da medicina ser socializada e paga com impostos, o que poderia justificar o nanny state, para discutir em outra ocasião.

Ora, as pessoas estão 'na delas', fumando cigarros comprados com o próprio dinheiro. Como se opor à liberdade de alguém de praticar ato que, embora danoso, é realizado por vontade própria?

Alguém poderia, então retrucar que o consumo de cigarro pode até ser voluntário no começo, mas se torna vício rapidamente, o que retira da pessoa a capacidade de decidir racionalmente sobre se deve fumar ou não, ou ainda quantos cigarros por dia deve fumar. Alguns autores (como Becker, clique aqui para ler mais) afirmam que o que parece ser apenas um vívio pode ser na verdade um comportamento plenamente racional. De fato, estudos (citados no improvável The Tipping Point, de Malcolm Gladwell) demonstram que muitas pessoas conseguem fumar por longos períodos sem se tornarem viciados, e que talvez apenas uma minoria da população seja realmente suscetível à nicotina.

De fato, dificilmente achamos alguém que seja viciado em charutos. Ora, apreciar um charuto nos parece uma atividade bem racional e sofisticada.

Por um outro lado, o uso de crack realmente parece escapar de qualquer lógica de autopreservação ou maximização de bem-estar no médio e longo prazo. Deveríamos parar de oferecer apoio a viciados em crack sob alegação de que eles, racionalmente, optaram por aquele caminho?

O uso de certas drogas, pelo menos neurologicamente falando, não parece ser muito racional (ou neurocórtex-frontal-intensivo). O uso de tecnologias como o tomógrafo por emissão de pósitrons permitem analisar o cérebro em tempo real, e ver como ele reage a estímulos. Por meio dessas tecnologias, podemor ver como substâncias como o crack causam verdadeiros "curto circuitos" mentais: eles estimulam os centros de recompensa do cérebro de uma forma tão intensa que o resultado é completamente disfuncional do ponto de vista evolutivo, resultando em um vício destrutivo.

Poderíamos então construir um continuum de atividades, desde aquelas que parecer bem razoáveis e racionais (como fumar charutos) até chegar aquelas viciantes e destrutivas (fumar crack).

Isso exposto, deveríamos ser tolerantes com as primeiras, visto que somos todos libertários agora e combater as últimas, pois elas causam um circuito circuito no cérebro do qual é difícil escapar.

E fim de papo.

Será mesmo?

Uma das premissas iniciais do libertarismo é que deveríamos fazer o que quiséssemos, desde que não prejudicássemos os outros. O ponto no qual estava pensando ontem, e o que eu gostaria de expor neste post é o seguinte: cada vez mais descobrimos que o nosso estilo de vida tem impactos biológicos não apenas em nossos próprios organismos, mas também no daquele de nossos descendentes. O estudo de como nossas atitudes podem impactar a nossa prole é estudada dentro de um ramo relativamento novo da biologia, a epigenética, ou em inglês, epigenetics.

Por exemplo, é bem possível que o ato de fumar bastante prejudique não só o organismo do fumante (o que seria aceitável dentro do ponto de vista libertário), mas também a descendência do fumante (os filhos deles poderiam vir a herdar um patrimônio genético com problemas devido ao hábito de fumo, o que não seria aceitável dentro do ponto de vista do libertarismo). O mesmo pode ser dito de outras condutas, como comer mal, consumir álcool e até mesmo ter um estilo de vida estressante. Tudo isso pode afetar o patrimônio genético que vai ser legado aos filhos, daqui a anos ou até mesmo décadas.

Assim, muitos dos comportamentos que até agora consideramos aceitáveis, do ponto de vista libertário, podem revelar-se problemáticos, pois não afetam somente aquele que neles incorre, mas outras (possíveis) pessoas que nada podem fazer para se defender o mal que lhes será causado.

As policy implications do avanço do conhecimento em epigenética podem vir a ser profundas, e a afetar o que consideramos como razoável ou não o Estado fazer, ou, quem sabe, até mesmo o que consideramos moral ou imoral.


Escrito por Philipe às 14h15
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25/03/2008

Merchan

Meu amigo colabora com um site, o BH Eventos, que faz cobertura de, hum, eventos (duh) e também lista fornecedores de materiais para festas, para que esses possam se encontrar virtualmente e fechar negócios.

Você pode encontrar o site em www.bheventos.com.br, parece que o pessoal é bom de serviço mesmo.   

O Google aumenta a relevância de um site quando ele recebe um link de site considerado relevante. Ora, o Google considera o meu blog relevante (faça uma busca por 'diad bula'), sem dúvida em parte graças aos links do De Gustibus e do Adam do Suspensão de Juízo, então eu faço esse pequeno favor ao meu amigo.

Ora, existe o termo "slashedotted", que denota o grande afluxo repentino de acessos a um site. A origem do termo? A popularidade instantânea derivada de ter o seu site citado no site Slashdot. Agora, o meu amigo vai conhecer o poder de ser "matized", e é bom se preparar para o dilúvio de acessos que virão...

Sem dúvida, vão ficar traumatizados.

Merchan Neves


Escrito por Philipe às 21h20
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O futuro chegou. De ônibus.

1207 por Leonel - tirado de http://expressobusurbanos.blogspot.com/2007/05/modelo-carroceria-busscar-urbanuss.html

Dia desses eu estava andando pela rua aqui em Belo Horizonte quando, de repente, passou um ônibus do meu lado com um letreiro eletrônico. Um não, dois. O clássico, em cima e na frente do ônibus, mostrando o nome e o numero da linha, já é comum.

Entretanto, o ônibus tinha também mini-letreiros nas laterais, onde a seta acima mostra.

Na hora que que vi os mini-letreiros eletrônicos, eu pensei: "Uau, o futuro chegou". E chegou de ônibus!

Talvez, se você morar em uma cidade maior ou mais rica que BH, os mini-letreiros laterais eletrônicos sejam comuns, mas naquele dia, eu fiquei surpreso.

Ah, semana passada eu vi uma lanterna com LED branco para vender. Se você não sabe o que é um LED branco, dê uma pesquisada (google it, guy!) Cara, o futuro chegou *mesmo*.

We actually reached the future about three years ago. XKCD 354


Escrito por Philipe às 20h55
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24/03/2008

Erro de ortografia do Word 2003

Dia desses eu estava trabalhando (ou melhor, estagiando) com o Word 2003, da suite Microsoft Office, quando, como sempre, ele pegou no meu pé.

Eu tinha acabado de escrever a palavra "implementação" quando o programa sublinhou de verde a palavra, indicando que havia alguma sugestão gramatical a ser dada. Muito para minha surpresa, a correção gramatical do Word deslizou no domínio da língua pátria:

Se você reparar na sugestão do Word, ele classifica "implementação" como um "neologísmo". Eita, "neologísmo", com acento e tudo?

O dicionário Houaiss dá a dica: neologismo é paroxítona, mas dispensa o acento.

Só para conferir, digitei eu "neologísmo", para ver o que o Word iria falar (dessa vez em um Word 2002):

Pois é...

PS: Geralmente eu não confiro muito o que escreve no blog, por isso devem sair bastantes erros de digitação e concordância. Pr isso, fassam o fabvzor de me enformar kuando emcontrarem algun muinto feo, ok!? Mais sobre o assunto aqui.


Escrito por Philipe às 17h30
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