Matizes Escondidos

24/11/2007

Engrish in BH

Tem gente que acha que gostar de inglês é ser um colonizada mentalmente. Eu, não. Eu acho que é uma língua simpática, bonita e, claro, necessária.

O que eu acho ridículo, entretanto, é alguém tentar se passar por chique por falar inglês. Escrever, por exemplo, que alguma coisa está 40% off, em vez de escrever que está com 40% de desconto. Nada é mais brega do que tentar se passar por chique, como qualquer professora de etiqueta pode afirmar. Me lembro de um evento em que estava, em que um palestrante enchia a boca para falar accountability, um termo que, se não tem correspondente exato em português, não é de difícil entendimento. Isso, combinado com uma postura corporal muito pretensiosa, e a falta de carisma, fez com que ele fosse motivo de forte riso entre a platéia (acho que umas 800 pessoas, o que deve dar uns 57 anos de análise...).

Ok, o caso que eu queria contar não é exatamente um de tentar se exibir falando inglês, tem mais a ver com isto aqui.

Hehehehe! Fill the breeze of the beach! Deveria ser 'Feel the breeze', creio. É divertido!

Fill the breeze!

Sou eu segurando a camisa.

'O' site para esse tipo de coisa, claro é o http://www.engrish.com/. Vale uma visita.

Foto por Igor 'Kaze', do blog Quatroventos.  Sou eu segurando a camisa na segunda foto.


Recebi um comentário hoje falando que o blog anda chatinho, o que, é claro, é verdade. Não tenho tido tempo (ops, clique aqui para saber porque não acho que isso cole), ou melhor, pique para escrever. Não que eu escrevesse muita coisa antes, mas estou meio sem inspiração ultimamente. =/


Escrito por Philipe às 19h52
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23/11/2007

Fill-a-post

Dica de site: http://www.dbresearch.com

Cadastre se para receber semanalmente informes do Deutsche Bank AG, sobre conjuntura econômica mundial, previsões e estudos acadêmicos.

Estou recebendo há duas semanas e é bem relevante. E de graça.

Um bem legal que terminei de ler hoje é este aqui, sobre os determinantes do sucesso da Índia na chamada economia da tecnologia da informação. Bem fácil de ler, e cheio de dados relevantes. Recomendo!


Escrito por Philipe às 20h32
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20/11/2007

Galeria do Rock, BH

Em 2005, eu e mais outros colegas (Rafael, Lucas, Ramon e Welson) de faculdade fizemos um trabalho para a faculdade em que procuramos estudar a Galeria do Rock, como é conhecido o segundo andar na Galeria da Praça Sete, em Belo Horizonte. Nele contamos um pouco da história do espaço, conversamos com lojistas e frequentadores, e apuramos algumas estatísticas.

Falando em números, alguns dos números encontrados na entrevista de 81 frequentadores [alerta, amostra pequena, ok?]:

Sexo:
Indivíduos do sexo masculino: 68%
Indivíduos do sexo feminino: 32%

Como poderia ver qualquer um que já foi a um show de metal, sim, os homens são maioria. Mas as meninas são bonita, na maioria.

Idade:
Menos de 18 anos:  40,5%
De 18 a 23 anos: 40,5%
De 24 a 29 anos:  12,65%
De 30 a 35 anos: 5%
De 36 a 40 anos: 0%
Mais de 40 anos: 1,35% 

A maioria dos entrevistados é muito jovem. Creio que isso ocorra por causa da popularidade do metal melódico, que se inspira em Tolkien e em RPG, que são populares principalmente entre os adolescentes.

Origem:
Belo Horizonte: 75,3%
Contagem: 11,11%
Outras cidades da RMBH: 12,24%
Outros estados:  1,35%

Discriminação contra roqueiros:
Acreditam que há: 83,95%
Acreditam que não há: 16,05%

Acredito que exista, sim, em grande parte por causa da fama adquirida nos anos 1970 e 80, nas épocas de ouro de Led, Pink Floyd e outras bandas psicodélicas.

Discriminação dos roqueiros contra outros movimentos sociais:
Acreditam que há: 63%
Acreditam que não há: 37%

Mais pessoas se crêem vítima de discriminação do que discriminadores... Ora, o inferno são os outros! Mas roqueiros discriminam sim, em especial o povo que curte pagode e axé.


Como consideram o o relacionamento com a família:
Péssimo: 3,94%
Ruim: 1,31%
Regular: 19,74%
Bom: 40,47%
Muito bom: 34,54%

Aparentemente os roqueiros não vivem em lares cheio de amargura.

Renda familiar:
Até R$260: 1,39%
De R$261 a 520: 20,83%
De R$521 a 780: 13,89%
De R$781 a 1040: 13,89%
De R$1041 a 2000: 15,28%
De R$2001 a 3000: 19,44%
De R$3001 a 4000: 5,56%
Acima de R$4001:  9,72% 

Vale notar que muitas das pessoas entrevistadas, até em função da idade, não sabiam informar (ou não queriam informar) a renda. Esse campo teve menos que 81 respondentes.

Tamanho da Unidade familiar:
1 pessoa: 9,10%
2 pessoas: 9,10%
3 pessoas: 14,27%
4 pessoas: 40,26%
5 pessoas: 15,59%
Mais que 5 pessoas: 11,68%

Moda: 4 pessoas. As famílias diminuíram, provavelmente a avó do leitor do blog teve mais que 2 filhos.

Renda familiar média declarada:
R$ 1748,13
(Nota: Esse valor de média apresenta um alto índice de dispersão, no valor de 86%, segundo o coeficiente de Pearson)

Coeficiente de Gini para a renda familiar apurada:

0,4584

(Nota: O coeficiente de Gini para o município de Belo Horizonte, no ano de 2000, é de 0,62)

Um dia desses eu falo dos lojistas, que também foram entrevistados. 


Escrito por Philipe às 19h51
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18/11/2007

New kings on the block

Prof. Ricardo Santiago - ESTADO DE MINAS

Entrevista do economista Ricardo Santiago, para Marta Viera, do Estado de Minas, domingo, 18 de novembro de 2007, caderno economia, pág. 2. Erros de texto por conta do meu software de OCR.

"Precisamos começar a nos perguntar como as pessoas vivem"

Empossado na presidência da Fundação João Pinheiro recentemente, o economista Ricardo Santiago, de 62 anos, trabalha num plano de mudanças na estrutura da instituição, que privilegia a análise do resultado das políticas públicas e usa a estatística como medida do desenvolvimento não só econômico, mas também social. Retomar o prestígio da instituição, tendo como referência as melhores instituições de pesquisa no mundo, é outro meta desse mineiro de Formiga, torcedor fanático do Atlético Mineiro, que deixou o estado há 30 anos, para fazer carreira no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Desde 1990, ele trabalhava no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), assumindo a responsabilidade pela área de operações do banco nos países do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai), no Chile e na Bolívia. "Há um movimento Internacional que cada vez mais se consolida, interessado no progresso da sociedade. O fato de a economia crescer é muito bom, claro. Sabemos que assim temos mais empregos e dessa forma há melhora nos salários, mas precisamos começar a nos perguntar como as pessoas vivem”, afirma em referência ao novo planejamento para a Fundação.

EM: O senhor chegou à Fundação num momento de crescimento econômico do estado e com propostas de reestruturação da instituição. O que vai mudar?

RS: A idéia principal na Fundação, que está sendo discutida desde o começo do ano, é dar um foco às suas atividades, construir em cima dos pontos fortes da instituição o foco nas necessidades do estado e das demandas da sociedade. Nós não queremos saber somente se por uma decisão de governo construímos tantas estradas, mas se os indivíduos estão vivendo melhor por causa desse investimento. Da mesma forma, não importa só dizer que temos tantos alunos matriculados na escola, mas saber se eles estão aprendendo e se esse aprendizado serviu para uma vida melhor. A ênfase que nós queremos firmar, agora, é nas políticas públicas voltadas para a realidade na qual convivemos. Vamos participar de um processo de avaliação dessas políticas para realimentá-las e fazer as correções de rumo.

EM: É uma visão ligada ao conceito que instituições de financiamento como o Banco Mundial têm, hoje, da gestão por resultadas, para aprovar projetos?

RS: O estado está muito centrado nessa visão. Nós pensamos num tripé para definir como a Fundação presta serviço ao estado. A instituição forma quadros de pessoal para o setor público, produz as estatísticas e os indicadores que dão as informações para avaliarmos a situação econômica e social de Minas e analisa as políticas públicas. É uma visão moderna. Se nós não tivermos um processo de reflexão sobre as políticas públicas, estaremos sempre fazendo um discurso. Precisamos de uma análise para indicar se os resultados estão sendo alcançados, se há propostas melhores. Tudo isso faz parte de um processo pelo qual a sociedade evolui e o dinheiro do cidadão é melhor usado.

EM: Na produção de estatísticas, há quem defenda uma reavaliação da estrutura de pesquisadores e dos estudos feitos hoje na fundação.

RS:O Centro de Estatísticas e lnformações da Fundação tem as funções que envolvem todos os dados do PIB de Minas (o Produto Interno Bruto é a soma das riquezas produzidas no estado), a PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego) o levantamento sobre o déficít habitacional e a pesquisa de comércio exterior. Nós vamos revisitar tudo isso e consolidar, para que nos facilite as análises econômicas. Depois da Segunda Guerra Mundial, a área da estatística ganhou uma ênfase muito grande em mensuração, com o desenvolvimento das chamadas contas nacionais (o PIB e a poupança nacional, por exemplo), e os economistas desenvolveram modelos em cima dessa visão. Sempre houve uma crítica sobre a estatística voltada para a situacão dos indivíduos. Há um movimento internacional que cada vez mais se consolida interessado na medição do que se considera o progresso da sociedade. O fato de o PIB crescer é muito bom, claro, sabemos que assim temos mais empregos e dessa forma há melhora nos salários, mas precisamos começar a nos perguntar como as pessoas vivem. Então, teremos, também uma ênfase muito grande nisso, nessa mensuração do progresso da sociedade.

EM: Como será a política de renovação do corpo profissional da Fundação?

RS: Estamos no processo de organização interno dos técnicos, preparamos um concurso para trazer profissionais com mestrado e treinamento de pessoal em avaliação de políticas públicas. São 19 vagas, com perfil de profissionais das áreas de ciências sociais e economia, principalmente bem formados em estatística. O concurso será lançado possivelmente no fim de janeiro ou começo de fevereiro e os exames ao fim de abril. A Escola de Governo já está muito concentrada nessa nova ênfase.

EM: Com a experiência que o senhor acumulou de trabalho na América Latina, como classifica a qualidade do estatística produzida no Brasil?

RS:Às vezes, se critica muito o Brasil, mas o nosso sistema de estatísticas é muito bom. Precisamos melhorar, é claro, mas temos uma tradição muito forte e muita competência técnica. O país tem liderança nessa área quando se fala em América Latina. O próprio IBGE tem feito revisões bem feitas e reconhecidas pela comunidade técnica e científica.

EM: Nos novos planos, a Fundação João Pinheiro vai trabalhar com outras instituições de pesquisa no país e no exterior?

RS: Antes mesmo de assumir, eu participei de uma reunião no Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) que quer discutir não só com a Fundação João Pinheiro, como outros centros estaduais, algumas áreas de pesquisa prioritária para avaliação de políticas públicas. Nós queremos ter uma agenda de parceiras nacionais e internacionais. Temos de construir uma instituição de nível internacional e nós já demonstramos isso no passado.O IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) foi desenvolvido no Brasil a partir da Fundação João Pinheiro, que é referência para outros países na construção desse indicador. E há, também, o trabalho com órgãos locais. Já estamos discutindo com o BDMG (Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais) aspectos da economia de Minas e as análises setoriais que o banco vai necessitar para definir setores que receberão apoio.


Escrito por Philipe às 13h49
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