Matizes Escondidos

18/08/2007

A vida é feita de escolhas, digo, trade-offs

A casa em questão fica no centro de BH.

Editei a foto para preservar a privacidade do anunciante (que, aliás, conheço pessoalmente).

Se pedem 500 mil na casa (que provavelmente vai ser derrubada e virar estacionamento) é porque deve haver gente disposta a pagar bem pelo uso do estacionamento. E se há gente disposta a pagar bem, é porque o uso do espaço irá lhe trazer muito bem estar. Talvez derrubar a casa e fazer um estacionamento aumento o "bem estar" social.

Por outro lado, a casa, por estar no centro e ser antiga, provavelmente tem um valor histórico e cultural elevado. Além disso, essas casas antigas do centro costumam ser muito bonitas. Essas características de valor histórico, cultural e estético são difíceis de expressar em valores monetários, o que complica a comparação com o cenário acima sob a ótica de qual proporcionaria mais bem estar social.

São questões complicadas e relevantes.


Escrito por Philipe às 21h59
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Quer ver como eu sou macia?

Isto que é dependência de trajetória!

Menino que fez cenas íntimas com Xuxa vai participar de filme pornô

Desde sempre, fazendo a alegria dos baixinhos.


Escrito por Philipe às 19h17
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Caixas que brotam

De uns tempos para cá, em todo lugar (especialmente em Ouro Branco, mas também em BH) eu encontro caixas de bastonete nicotinoso (maço de cigarro) da marca "Euro".

Nunca a vi para vender, nunca vi ninguém fumando essa marca.

Geração espontânea?

Conspiração?

Acho que todo mundo fuma um "Euro" assim que eu viro as costas.

Dúvidas, dúvidas.


Escrito por Philipe às 18h44
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DiverCidade. Nunca vi essa palavra, mas alguém ainda vai colocar isso de nome em algum evento

Do International Herald Tribune:

IT HAS BECOME increasingly popular to speak of racial and ethnic diversity as a civic strength. From multicultural festivals to pronouncements from political leaders, the message is the same: our differences make us stronger.

But a massive new study, based on detailed interviews of nearly 30,000 people across America, has concluded just the opposite.

(...)

After releasing the initial results in 2001, Putnam says he spent time "kicking the tires really hard" to be sure the study had it right. Putnam realized, for instance, that more diverse communities tended to be larger, have greater income ranges, higher crime rates, and more mobility among their residents -- all factors that could depress social capital independent of any impact ethnic diversity might have.

(...)

In a recent study, Glaeser and colleague Alberto Alesina demonstrated that roughly half the difference in social welfare spending between the US and Europe -- Europe spends far more -- can be attributed to the greater ethnic diversity of the US population. Glaeser says lower national social welfare spending in the US is a "macro" version of the decreased civic engagement Putnam found in more diverse communities within the country.

(...)

Economists Matthew Kahn of UCLA and Dora Costa of MIT reviewed 15 recent studies in a 2003 paper, all of which linked diversity with lower levels of social capital. Greater ethnic diversity was linked, for example, to lower school funding, census response rates, and trust in others. Kahn and Costa's own research documented higher desertion rates in the Civil War among Union Army soldiers serving in companies whose soldiers varied more by age, occupation, and birthplace.


Escrito por Philipe às 15h32
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q

Ontem comentávamos eu e amigos sobre um recurso de "retórica" (será que a palavra cabe aqui?) para deixar um adversário furioso numa discussão virtual no orkut. O recurso consiste em deixar o seu interlocutar falar, falar e falar, ao que você deve se contrapor com somente um "q" minúsculo. Isso mesmo, um "q".

É de deixar qualquer um maluco.


Escrito por Philipe às 14h28
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14/08/2007

Os fatos são amigos da gente, não inimigos.

Donald Boudreaux revisa livro que investiga investimento estrangeiro e sua relação com a política econômica dos países, usando dados empíricos, em http://www.independent.org/publications/tir/article.asp?issueID=50&articleID=650 

O livro parece bom, e a própria resenha tem alguns pontos interessantes.

Jensen correctly interprets his findings as casting deep doubt on the “race to the bottom” thesis, which holds that competition among governments to attract increasingly mobile capital from around the world forces them to slash taxes, reduce spending, and repeal regulations that add to the cost of doing business. Other scholars also have found that this thesis lacks empirical support (see, for example, Martin Wolf, Why Globalization Works

(...)

Jensen’s findings on the International Monetary Fund (IMF) deserve notice. Comparing different countries at the same time and looking at a variety of countries over the course of a few decades (1970–98), he finds that “signing on to IMF packages leads to 28 percent less FDI flows” (p. 145).

Parece bom, mais um para ler. Tomara que a professor(a) de Geografi(a) do(a) meu(minha) filho(a) tenha lido algo nesse sentido, para que não encha a cabeça dela de abobrinhas como fizeram comigo...

PS: Quando eu era pequeno, meu colégio mandava bilhetinhos para os pais com essas estruturas feias e cheias de parênteses usadas aí em cima... Seu (sua) filho(a) deve ser apresentar asseado(a) para assistência às aulas. Feio, não? Eu com 6,7 anos já achava ridículo. Ainda bem que eu descobri que o mundo aqui fora tem muitos defeitos, mas não esse de usar parênteses demais para não ofender o povo politicamente correto.


Escrito por Philipe às 22h04
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Minha opinião

Via De Gustibus eu cheguei até http://c-avolio.com/2007/08/se-realidade-me-contradiz.html.

O post é sobre uma estrutura de regras criada em uma escola no sul do país para incentivar os alunos a falar menos palavrões: a cada palavarão, uma multa de 10 centavos.

Parece que a coisa está funcionando, no sentido de que os alunos estão falando menos palavrões.

Mas o que me chamou a atenção realmente foi o fato de profissionais da área de educação terem se apresentado como "especialista em educação".

Para mim, ser "especialista" tem dois significados.

Uma delas é ter concluído um curso de pós-graduação lato-sensu. Embora seja uma modalidade de curso reconhecida, não acredito que ele influencie na formação da pessoa a ponto dela querer ser chamada de "especialista" da mesma forma que chamamos uma pessoa que concluiu seu doutorado de "professor doutor".

Assim, acho que uma boa parte dessas pessoas denominadas "especialistas" tem esse título atribuído por iniciativa própria. A pessoa deve acordar um dia e pensar: "já estudei um bocado sobre tal assunto, agora já sou especialista."

Assim temos toneladas de "especialistas", especialmente em educação e em segurança pública.

Aliás, não é raro vê-los juntos. Quando tivemos o caso deplorável da empregada doméstica que foi espacada por ter sido sido confundida com uma prostituta (sic), tivemos na TV especialistas em educação e especialista em segurança pública dando suas explicações e recomendações. Um pacote de especialistas para você!

Nesse ponto me lembro de Steven Levitt e de seu livro Freakonomics. No livro, ele conta a história de como os especialistas em segurança americanos prediziam uma explosão de violência nos EUA na década de 1990. A década veio e passou, e a explosão da violência virou uma implosão. Já os especialistas em explosão do crime se tornaram especialistas em implosão. Levitt discorre sobre o suas explicações e as considera vazias e incapazes de explicar a queda da violência observada.

Não acho que os especialistas das bandas de cá tenham um histórico muito melhor do que os americanos. Infelizmente, coisas importantes como educação e segurança muitas vezes estão em maõs de pessoas que, embora dotadas de grande boa vontade, não possuem conhecimento do que realmente funciona. Muitas vezes, aliás, o próprio conhecimento do que realmente funciona não existe.

Eu próprio gostaria muito de trabalhar com educação. O que me dissuadiu? Meu pai tem graduação em pedagogia, eu conheci esse mundo cedo demais e acabei chegando à conclusão que, infelizmente, quase que só tem picareta na área (mas o meu pai não é picareta, ele faz um trabalho muito interessante e sério com educação ambiental). Mas ainda não desisti de fazer um dia um trabalho sobre determinantes do desempenho no ENEM...

É por isso que eu fico muito feliz com o trabalho de gente como Naércio Menezes. Ele fez um trabalho acadêmico sobre determinantes do desempenho escolar no Brasil, e que será apresentado em Belo Horizonte em setembro, no IV Seminário de Economia. Aponte para http://www.eg.fjp.mg.gov.br/seminarioiv/programacao.html para abrir a página do evento e
baixar o artigo e sua apresentação.

É muito importante que atividades como educação e segurança, em que todo mundo dá palpite, sejam baseados cada vez mais em edifícios teóricos resistentes, devidamente expostos aos fatos e ao método científico.

Claro que é uma tarefa difícil, complexa e longa, mas diante de sua relevância, não deve ser deixada de lado.

Quanto a mim, vou estar lá no seminário! Recomendo a todos! Quero ver se vai ter algum "especialista" verborrágico em educação lá...

PS: Claro que devem existir bons "especialistas" em educação e em segurança por aí. A questão é que eles são gotas num oceano de achismo e incompetência.
Escrito por Philipe às 09h30
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13/08/2007

Vantagem comparativa


Uma raça de cachorro que tem dois narizes!

Chega a ser irônico o fato do cachorro ser... boliviano.

Confira na BBC em http://news.bbc.co.uk/2/hi/uk_news/6940289.stm


Escrito por Philipe às 06h56
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