Matizes Escondidos

04/08/2007

Think Hard??? Think again.

O CESPE, da Universidade de Brasília, faz provas para diversos concursos. Você, em sua vida mortal, se não for um rico agricultor de soja em Mato Grosso, provavelmente irá se deparar com uma. E mesmo se você for o rico fazendeiro, o seu filho vai fazer uma prova do CESPE.

Ok.

As provas do CESPE geralmente incluem regras do tipo "uma errada anula uma certa". Há argumentos a favor e contra esse tipo de prova. Não pretendo nem chegar perto dessa discussão.

O meu ponto é: as provas de informática do CESPE são um terror.

Aliás, 'terror' não é o termo exato. 'Terror' é quando se sente impotente diante de algo ruim. 'Horror' é melhor.
Por exemplo, olhem o fragmento de prova que ilustra este post:

"Clicando-se o cabeçalho da lina 2-2- e, em seguida teclando-se delete, os conteúdos das células de B3 a B9 serão transferidos para as células de B2 a B8, respectivamente."

Vamos lá: o que o CESPE pretende com esse tipo de questão? Alguém pensaria: "Esse blogueiro é um idiota, claro que o CESPE quer alguém que seja craque em Excel". Ao que o blogueiro retrucaria: "Pare de me interromper e me deixe expandir o argumento."

O CESPE realmente deve querer selecionar pessoas com bom conhecimento de Excel. Porém, acredito que esse tipo de prova seleciona os candidatos com PIOR conhecimento de Excel. Ou, pelo menos, os usuários medíocres.

Vou fazer o ponto no caso de informática, mas poderia ser expandido para outras áreas, a gente chega lá.

O cérebro humano é repartido em diversos "módulos". Não vou nem me arriscar a aumentar essa explicação aqui, mas me deixe dizer que teríamos, entre outros, um módulo de "atenção detalhista e intensiva" e outra de "fazer automaticamente e reflexivamente".

Quando você aprendeu a dirigir (ou andar de bicicleta ou a digitar), você com certeza passava muito tempo atentando aos detalhes: quão forte pisar no acelerador, ou como manter o equilíbrio durante a pedalada ou onde estavam as letras do teclado. Durante a execução dessas tarefas a atenção estava absorvida, pensava-se no que fazer a seguir, reparava nos detalhes, etc.

Mas com o passar do tempo, algo fascinante aconteceu: a pessoa passou, com o tempo, a dirigir com mais naturalidade, a pedalar sem precisar se preocupar com o equilíbrio ou a digitar olhando menos para o teclado e pensando com que dedo digitar cada tecla.

A pessoa passou a fazer tudo isso sem pensar e, o que é mais impressionante, sem pensar e com cada vez mais habilidade.

Isso tudo aconteceu porque o cérebro passou a executar essas tarefas no módulo "autômato" em vez de no módulo "atenção-raciocínio intensivo".

Uma analogia útil é, para quem entende um pouco de hardware, é que o processamento da tarefa passou de um módulo genérico e intensivo em cálculo (processamento por software) para um módulo especializado e econômico em cálculo (processamento por hardware).

À medida que nos tornamos bons em certas atividades, simplesmente "esquecemos" como ela é feita. Simplesmente fazemos, sem precisar pensar.

É por isso que grandes profissionais nem sempre são grandes professores. Um piloto de corrida pode ter dificuldade de explicar como se dirige, pois tudo é tão "natural" para ele. Uma dona de curso de inglês me confidenciou que não gostava de professores nativos para dar aulas para estudantes iniciantes. Ela disse que os mecanismos básicos da língua vinham tão naturalmente para os nativos que eles não conseguiam explicá-los.

Bom, nisso voltamos ao CESPE.

Quando se faz uma prova que pede detalhes mecânicos do que acontece quando se aperta uma sequência de teclas no Excel, quem terá vantagem nisso?

O usuário avançado do Excel poderia se atrapalhar. Afinal, as coisas vêm naturalmente a ele. Faz tempo que ele não precisa pensar nesses detalheszinhos para que o serviço seja bem feito.

Já um usuário iniciante de Excel provavelmente irá ter mais facilidade em responder à prova, pois ele repara nesses detalhes. Ele PRECISA reparar nesses detalhes para que o trabalho saia.

Assim, o nosso colega iniciante no Excel terá uma vantagem sobre o usuário avançado durante a feitura da prova.

Acho que não é isso que os nossos colegas do CESPE queriam, não é?

Uma professora de faculdade, ás do Excel, precisou sentar diversas vezes com os alunos durante um trabalho para explicar como operar o programa. Ela sabia fazer tudo com rapidez e mestria, mas tinha dificuldade em nos explicar como fazer a operações braçais "aperte F9 e TAB duas vezes, depois tecle INSERT e ENTER" que o CESPE cobra.

Tal argumento é muito sólido quando se trata de coisas mecânicas, como andar de bicicleta, dirigir um carro ou trabalhar no Excel. Quando as coisas são mais "lógicas", como discutir uma questão de história ou resolver um problema de matemática, as coisas são diferentes. Aí, geralmente quem sabe mais pode explicar melhor. Isso ocorre porque o núcleo "automático" consegue trabalhar com o módulo "atenção-raciocínio intensivo", diferente do que ocorre em tarefas mecânicas.

Entretanto, mesmo lá o tal do 'think hard' não é tão bom quanto é susposto.

Mas isso fica para outro dia.


Escrito por Philipe às 17h05
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Custo de transação

Do Blog RelNet:

(...) O aumento dos acordos preferênciais não é um substituto perfeito às liberalizações comerciais da OMC. De acordo com o economista Jagdish Bhagwati, da Universidade de Columbia, a liberalização por acordos preferenciais aumenta expressivamente os marcos administrativos que os exportadores têm que lidar; também há um processo de corrosão de credibilidade do processo multilateral, pois haverá uma carência de impulso político para reformas globais. Sobre o primeiro ponto, há alguns dias foi divulgado no Blog Intelli-Briefs um gráfico que exemplifica as dificuldades que se têm que lidar com o “prato de espaguete” dos acordos preferenciais. Vejam:


Escrito por Philipe às 14h53
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Oi o $#%#$%#%@!@#

Outro dia eu precisei utilizar o serviço de teleatendimento Oi/Telemar (argh!!!).

Eu expliquei calma e concisamente meu problema ao operador.

Ele falou que minha questão não procedia, que não iria fazer nada.

A isso respondi, sempre calmo, que já tinha tido problema semelhante antes e que a empresa concordou que meu ponto procedia e retificou o problema.

Ele retrucou e falou que não podia fazer nada.

O impressionante é que nesse ponto da conversa o operador começou a perder a calma. A voz se tornou trêmula e quase vi sua testa franzida. Esses caras são treinados para agir como robôs (poderiam ensiná-los também a fazer o seu trabalho, pois cada operador faz o serviço de forma diferente - padronização é poder!) e geralmente o que se vê é que o cliente (muitas vezes um cliente ogrotesco) é quem perde a calma.

Mas nesse caso, percebi que o operador estava nervoso. Ficou com a voz inclusive bem alterada durante alguns instantes. Eu nunca tinha visto um operador de telefone se alterar tanto! E olha que em nenhum momento eu fiquei nervoso ou mesmo inflexível. O camarada continuava meio fora de si.

O impressionante é que nesse momento EU comecei a falar como operador de telemarketing. Comecei a falar devagar e pausadamente, 'robótico' mesmo, procurando assim transmitir calma e racionalidade ao operador. Eu expliquei novamente ao meu interlocutor as razões pelas quais meu procedimento procedia, com um leve ar de condescendência (sim, aquele mesmo com que eles nos tratam). Tamanha foi minha incorporação da persona do operador que eu inclusive o chamei de "senhor" uma hora.

E foi tudo espontâneo, eu nem sequer tinha pensado em agir assim. Impressionante, durante quinze segundos falei igual a um operador de teleatendimento.

Depois desse momento da dupla "calma & racionalidade" o operador concedeu em executar o procedimento.

Ainda estou esperando o resultado da minha manifestação.

Calma & racionalidade garantem um bom resultado em 85% das vezes. Nunca perder a cabeça é importante!

De qualquer forma, embora o serviço da Oi/Telemar não seja miseravelmente ruim, o atendimento é.


Escrito por Philipe às 11h48
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03/08/2007

Cof, cof

A sua impressora pode poluir tanto o ambiente quanto o cigarro?

É o que foi dito em http://tech.yahoo.com/blogs/null/36077.

Mais uma razão para terceirizar o serviço de impressão! =)

 


Escrito por Philipe às 13h11
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Open and inviting me

Qualquer semelhança com fatos ou nomes da vida real é mera coincidência. Baseado em 'Your Diary', Franz Ferdinand.

Certa vez Sandro pôde ler o diário de Marília. Ela havia deixado-o embaixo da carteira, destrancado, antes de sair para o recreio. Sandro, sabendo que a sala seria trancada alguns instantes depois do sinal do intervalo, ficou no fundo da sala, sentado, esperando que a faxineira fechasse a porta, sem vê-lo.

Assim que a porta foi trancada, Sandro correu até o diário e começou a ler algumas anotações recentes.

Duas semanas atrás Marília tinha escrito que não sabia porque não conseguia deixar seu namorado. Ninguém em sua família gostava dele, e ela sabia que mais de uma vez ele tinha saído com outras mulheres.

Ela escreveu que sabia que deveria deixá-lo, que tinha prometido à mãe que iria fazê-lo, mas não simplesmente não conseguia. Inclusive, ela escrevia, havia "aquela vez" que ele tinha perguntado porque ela o amava e ela não conseguiu responder. Tinham acabado de brigar e ele havia dado um tapa em seu rosto, ao que ele veio e se desculpou e a encheu de elogios. Explicou tudo que via nela. Já ela não conseguiu dar as suas razões. Mas ele continuou e disse que ela tinha "lábios como pétalas que despontavam em um botão".

Sandro odiou a poesia barata do namorado de Marília. Ele poderia rasgar, rasgar a poesia barata de pétalas e todas aquelas páginas cheias dele. Mas ele não fez isso. Ao contrário,  esperou a aula recomeçar, escondido no mesmo canto em que havia estado antes do trancamento da sala. Ninguém reparou que ele tinha ficado na sala durante o recreio.

Ele foi para casa pensando como tudo aquilo que Marília sentia não fazia sentido.O dia passou e ele não conseguiu entender como aquilo podia acontecer. Aquilo tudo martelava a sua cabeça.

Nesse dia Sandro tomou uma resolução: não procurar aquilo que não podia suportar, não procurar saber aquilo que não poderia aguentar, não ler sobre o que não queria saber, não fazer perguntas cujas respostas não queria ouvir.

Ele ainda haveria de violar a sua regra às vezes, mas estava certo de que ela era correta.


Escrito por Philipe às 12h55
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02/08/2007

Pb

Segundo esta reportagem, a queda do nível de chumbo ambiental seria "a" razão da queda da criminalidade nos EUA durante a década de noventa. Segundo o pesquisador, a redução no nível de chumbo no ambiente influenciou positavamente a capacidade cognitiva das crianças, o que levaria a uma queda do nível de criminalidade décadas depois.

What makes Nevin's work persuasive is that he has shown an identical, decades-long association between lead poisoning and crime rates in nine countries.

"It is stunning how strong the association is," Nevin said in an interview. "Sixty-five to ninety percent or more of the substantial variation in violent crime in all these countries was explained by lead."

Uma outra teoria para explicar essa queda na criminalidade, citada na reportagem, é a tese do aborto de Donohue e Levitt, que se tornou famosa graças ao livro Freakonomics. Na Wikipedia, aqui. Em resumo, a liberação do aborto reduz o número de crianças indesejadas. Crianças indesejadas tem uma probabilidade maior de se tornarem criminosos. Assim, a liberação do aborto reduziria o crime anos depois de sua efetivação, por os criminosos potenciais não teriam nascido.

Meu comentário: será que o chumbo poderia ser uma proxy para gravidez indesejada e má criação? Acho que não, mas é uma hipótese.

De qualquer forma, farta documentação sobre contaminação ambiental e alterações comportamentais, especialmente relativas ao crime, você confere em http://www.crimetimes.org/.


Escrito por Philipe às 15h14
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Dor no coração

De deadsomething.deviantart.com

Qualquer semelhança com fatos ou nomes da vida real é mera coincidência.

Dor no coração

Ana e Marília moravam juntas. Não eram irmãs ou parentes de qualquer espécie, eram apenas amigas. Eram as duas do interior do estado e tinham vindo para a capital para cursar o terceiro ano do ensino médio em um colégio melhor, pensando em passar no vestibular.

Sandro (que era da capital) achava Marília incrível. "Eu sei que ela é bonita, eu vejo os seus cabelos como uma palha dourada, sagrada, mas não é por isso. Ela tem um jeito especial, nunca conheci ninguém como ela", ele dizia. E não tinha olhos para nenhuma outra garota.

Marília achava Sandro um cara "legal", e só. Na verdade, nem notava que ele a tratava de um jeito diferente. Na verdade, mal o notava. E não haveria de fazê-lo, pois tinha o seu namorado no interior. Era apaixonada por ele, apesar de mais de uma vez ter recebido um tapa no rosto e dos comentários da família que ele "não prestava". Ela continuava encantada por ele, entretanto.

Sandro sabia do namorado de Marília, através de Ana (a amiga). O mortificava pensar no que o casal faria nos finais de semana em que Marília ia para a casa dos pais. Segunda feira era um alívio pra ele, pois sabia que ela estava longe do namorado (e perto dele). Marília estava sempre de cara amarrada na segunda, e iria se alegrando durante a semana.

Sandro conversava muito com Ana e, não surpreendemente, seu tópico "preferido" era Marília. Ele ficava com raiva às vezes de Ana, por falar mal de Marília (o que, justiça seja feita, ocorria raramente) e, principalmente, por não falar muito de sua amiga. Ora, qualquer coisa que Ana pudesse falar de Marília seria maravilhoso para ele escutar. Ele não tinha muito contato com a sua desejada, então conversar com Ana era um jeito de entrar um pouco no "mundo encantado de Marília".

Na verdade, Sandro sentia uma ponta de inveja de Ana. Elas moravam juntas e, assim, podiam conviver bastante. Era tudo isso que Sandro mais queria. Na verdade, ele nem se importava tanto em ficar sem a "sua Marília", ele queria mesmo é estar perto dela e apreciar cada gesto, cada palavra que dela provinha, que parecia ser tão especial e mágico. Conviver bastante com Marília. Era tudo isso que Sandro mais queria. Talvez só isso já bastasse.

No fundo, tudo isso de inveja de Ana por "conviver com Marília" era meio idiota. Afinal, ele sabia que a convivência de Ana com Marília era de amizade e que para elas, era tudo normal. Ele sabia, por exemplo, que conviver com seu chapa Élio (sem 'H', mesmo) era ok, eram amigos, mas disso não derivava nada especial. Ainda assim ele sentia uma ponta de inveja de Ana, por estar naquele "mundo encantado".

O que ele não sabia, e nunca saberia, era que Ana sentia uma atração parecida pelo amigo Élio. Na verdade, foi por isso que ela começou a conversar com Sandro. Queria saber mais de Élio, entrar um pouco em seu mundo. Isso Sandro nunca percebeu. Ana sentia uma ponta de inveja de Sandro por poder conviver tanto com Élio. Sim, ela queria estar naquela situação de poder estar quase sempre perto dele. Sandro ficava ligeiramente contrariado por causa do nome de Élio surgir tantas vezes nas conversas.

Não teria ela nada melhor para conversar?

O ano acabou e veio o vestibular.

Sandro passou de primeira e ficou na capital.

Ana voltou para o interior e perdeu contato com Marília.

Élio, que só tinha cabeça para o futebol, foi fazer cursinho.

Já de Marília e de sua palha dourada nunca mais se ouviu falar. Talvez esteja fazendo Comunicação em alguma famosa universidade Federal, ou design em uma boa faculdade particular. Ou então tenha tido um filho com o namorado cafajeste e tenham ido morar nos fundos da casa da avó dele. Dela, nunca mais se ouviu falar.


Escrito por Philipe às 13h06
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31/07/2007

Nada mais é off topic

Sempre que eu vejo o condomínio JK, em Belo Horizonte, eu me lembro da arquitetura de prédios de apartamentos no leste da Europa, na época do comunismo, tudo muito enorme, tudo tão moderno (moderno como visto época)...

Mais detalhes em http://en.wikipedia.org/wiki/Urban_planning_in_communist_countries.

Por Rogério Paco, em http://www.flickr.com/photos/58425228@N00/493536178/ JK, Belo Horizonte, por Rogério Paco

 Gdansk, Polônia, da Wikipedia


Escrito por Philipe às 20h06
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Questionador post

Vamos lá:

Em inglês, costuma-se usar o adjetivo antes do substantivo: "It's such a beautiful place!".

Em português, costuma-se usar o adjetivo depois do substantivo: "É um lugar lindo!".

Com isso em mente, porque será que sempre que alguém se refere à força aérea britânica, em português, a Royal Air Force, essa pessoa diz "Real Força Aérea" e não "Força Aérea Real"? A primeira construção pode até estar certa, mas "Força Aérea Real" soa bem melhor.

Escreve isso porque acabo de escutar na TV que o "Real Exército" vai se retirar da Irlanda do Norte. Ou seja, o mal se espalha.

Alguém tem alguma relevante opinião sobre o assunto?


Escrito por Philipe às 19h44
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Assuntos disparatados

Foto da alma? Bastidores da política? E eu que pensei que meu blog falasse de coisas disparatadas!

A tal "foto" da "alma" deve ser a fotografia Kirlian, confira em http://en.wikipedia.org/wiki/Kirlian.


Escrito por Philipe às 11h01
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30/07/2007

Dúvidas relevantes

Porque os fantasmas filmes podem atravessar paredes mas não afundam no chão?

Ora, se eles atravessam as coisas...

Penadinho comanda!


Escrito por Philipe às 20h58
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Golf Club 1985 ou me decepcionei com a loja hoje

Eu fico impressionado como algumas marcas de roupa estragam gratuitamente peças bem boladas...

Por exemplo, hoje eu vi uma camisa perfeita... ou era o que achava. Quando eu fui conferir de perto, a padronagem (listrada) era legal, assim como o tecido, as cores eram expressivas, etc. O problema é que tinha uma frase idiota qualquer escrita nas costas da camisa, tipo "Heavy Energy Music".

"Heavy Energy Music"???

Ou aquelas blusas que vem um baita "YALE 1976" na frente. Opa opa opa. Você sabe onde fica Yale? Você sabe o que é Yale? E, cumpridas as duas condições anteriores, você estava na bendita turma de Yale 1976?

E essas camisas que parecem legais até que você chega perto e confere que tem um baita "SURF IN CALIFORNIA" em algum lugar. Meudeus, você sabe onde fica a California? Foi surfar lá? De onde os caras tiram essas idéias para colocar nas camisas?

Eu não estou falando de roupa extremamente baratas, eu estou falando de roupa "convencional", na faixa de 40 a 70 reais.

Eu fico puto de raiva quando simpatizo com alguma roupa e na hora que vou ver, tem um bendito "Golf Club 1985" escrito... O que, infelizmente, não é muito raro.

Quer camisas com mensagens? Que tal umas bem boladas, cultura pop, etc? Que tal comprar umas em http://comofas.multiply.com/ ?

Até lá, fico com as camisas lisas e as (poucas) outras sem mensagens...


Escrito por Philipe às 20h34
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