Matizes Escondidos

21/07/2007

Alô, Preguiça

In 2004, a French government employee wrote a best-selling book called Bonjour Paresse (Hello Laziness), which
extolled the virtues of not working hard. This “avoidance of work” ethic is now a serious cultural issue across Western Europe, manifesting itself in a noticeable drop in average hours worked per year by employed individuals in major European countries.

Hahahahaha, muito espirituoso o nome do livro! 'Alô, preguiça'! Parece Dias Gomes! Rarará!

O trecho é de  "Good capitalism, bad capitalism, and the economics of growth and prosperity", por
William J. Baumol, Robert E. Litan e Carl J. Schramm.

Já li. Chove um pouco no molhado às vezes, talvez exagere um pouco no foco em empreendedorismo, mas tem boas estatístiscas, faz uma tipologia útil sobre tipos diferentes de capitalismo e resume uma parte legal da literatura sobre crescimento econômico.

Disponível para download grátis em http://ssrn.com/abstract=985843


Escrito por Philipe às 18h51
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It's close to midnight!

Prisioneiros nas Filipinas... Mais de mil deles no pátio... Dançando Thriller!

http://www.youtube.com/watch?v=hMnk7lh9M3o

Quem disse que não se aprende nada de útil na cadeia?


Escrito por Philipe às 18h39
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19/07/2007

Política comercial...

De Folha Online:

O Brasil conseguiu ontem a aprovação de todos os sócios do Mercosul para elevar a tarifa de importação de calçados chineses. A alíquota vai subir de 20% para 35%. A vitória dos calçadistas nacionais -prejudicados pelo dólar baixo- foi obtida após reuniões de representantes brasileiros no Uruguai, único país do grupo que não havia aprovado a decisão.

A maioria dos economistas acredita que o livre comércio é a melhor ‘política comercial’ para a maioria dos bens. A defesa do livre comércio pode ser feita em diversos níveis, como o moral (seria imoral o governo atrapalhar ou impedir partes privadas e em comum acordo de executar transações entre si), o do ponto de vista da maximização do bem estar (visto que o livre comércio maximiza o excedente econômico) e de arbitrariedade das fronteiras (fronteiras políticas não correspondem necessariamente a fronteiras econômicas ideais do ponto de vista de alocação de recursos, assim o comércio seria uma forma de aproximar essa alocação da racionalidade alocativa).

Entretanto, há também aqueles que são céticos em relação ao livre comércio. Seus argumentos são diversos, que incluem, por exemplo a chamada race to the bottom (na qual os parâmetros de qualidade e respeito ao meio ambiente seriam sacrificados em nome do menor preço possível), o argumento da segurança nacional (e se os nossos parceiros comerciais pararem de nos vender comida?) e o argumento da indústria nascente (quem sabe se fecharmos o nosso mercado por algum tempo, ‘nossas’ empresas cresçam a ponto de enfrentar as indústrias ‘deles’?). O ponto é que existem argumentos (de qualidade variável) contra a postura de livre comércio.
 Independente da qualidade dos argumentos pró e contra livre comércio, ao ler a notícia na qual é relatado o aumento das tarifas de importação de calçados chineses fiquei com a impressão de que esses mal foram discutidos. 

 Supondo (e essa é uma suposição forte) que a indústria brasileira de calçados precise de ‘proteção’, qual seria a tarifa ótima de importação?

Certamente essa seria uma tarefa muito complexa, que demandaria tempo para analisar as estruturas produtivas, o custo dos empregos perdidos, quanto tempo demoraria para os trabalhadores encontrarem outro emprego, quais as indústrias prejudicadas pela medida (afinal, um real a mais gasto com calçados é um real a menos para gastar em livros, roupa ou cinema), etc. Ou seja, demandaria um estudo demorado, sério e complexo, envolvendo trabalhadores, empresários, administradores e economistas. O resultado final dificilmente seria inquestionável (como muitas vezes ocorre em estudos de custo benefício).

Em lugar disso, o governo simplesmente aumenta a tarifa de importação de 20% para 35%. Aposto que os 20% iniciais saíram magicamente da cabeça de alguém, tipo: “Hum, 20 é múltiplo de dez e é um número bonito (tenho vinte dedos!), vai ser a nossa tarifa de importação de calçados”. Já o 35% deve ter sido concebido da seguinte maneira “Hum, os empresários do setor calçadista estão muito irritados e mobilizados com essa história de calçados baratos. Acho que é melhor dar uma depenada no povo mesmo, afinal eles não devem se importar com um aumentozinho no preço do sapato... Aumentar para quanto a tarifa de importação? Tem que ser um número redondinho... 30 é pouco, vai dar margem a mais barulheira... 35! É isso. 35% é bom, é múltiplo de cinco e é fácil de contar.”

Assim nasce uma política comercial.

Enquanto isso, o Chile já assinou um acordo de livre comércio com a China. Durante a década de 80 o Brasil tinha um PIB per capita maior do que o chileno. Hoje, o PIB per capita chileno é 50% maior do que o do Brasil.

Acorda, Brasil!

Mais sobre o tema aqui e aqui.


Escrito por Philipe às 15h24
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15/07/2007

Dica de livro

Dica de livro: The Economic Naturalist, por Robert Frank (disponível na Livraria Cultura).

Have you ever wondered why some cars have fuel fillers on the left, and others on the right? Why your VCR is stuffed with functions that you'll never use? Why women button their clothes from the left, and men from the right? Or why CD cases are smaller than DVD cases when the discs are the same size?

Resenha e algumas "repostas" para os enigmas aqui.

Parece bom, mais um para ler antes de morrer.

 

Reading monkComo diria Hal Dendurent: Many Books, So Little Time.


Escrito por Philipe às 17h19
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Deprimente

Acho que a reportagem mais triste que li nos últimos tempos: http://www.iht.com/articles/2007/07/09/news/korea.php?page=1

"I didn't know about America, or China or the fact that the Korean Peninsula was divided and there was a place called South Korea," he said. "I thought it was natural that I was in the camp because of my ancestors' crime, though I never even wondered what that crime was. I never thought it was unfair."

 

Não é hora de ser acadêmico, mas um framework útil para entender esse mal extremo pode ser encontrado no trabalho do psicólogo americano Philip Zimbardo. Você pode ler um texto conciso aqui.


Escrito por Philipe às 17h13
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