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| 21/04/2007 |
Uni-vos e tal...
Já ouvi muitas pessoas falando que o bloco soviético apresentava uma desigualdade de renda muito baixa. A última vez foi ontem, de um pesquisador do IPEA, que falava sobre a desigualdade brasileira.
Não sei você, mas "muito" ou "pouco" não me dizem muita coisa, ainda mais num contexto acadêmico. Shame on me se falo assim, vou me policiar.
Tudo bem. Depois da palestra, fui procurar os benditos dados sobre desigualdade de renda no bloco soviético. Sim, eu os achei. E, ta-da, para você, caro leitor do blog, aqui está uma tabela bem legal:

Fonte: http://www.unece.org/ead/pub/041/041c7.pdf
Bom, a desigualdade era muito baixa mesmo, de acordo com esses dados (não tenho informações sobre a confiabilidade). O valor (em Gini) da Romênia em 1989 era muito baixo, 0.155. É assustador, se você lembrar o que era a Romênia nas décadas de 70 e 80. Os valores crescem muito, também, depois da queda do sistema. Mas vocês são todos tão inteligentes, deixo as análises como dever de casa.
Falando em comunismo, clique aqui para uma prova de que esse sistema funciona!

Escrito por Philipe às 19h59
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| 19/04/2007 |
Après moi, le deluge
Se eu fosse a moça da foto aqui embaixo, trataria de escondê-la de todas as maneiras possíveis.
Ela, porém, não pensa como eu. Colocou o foto no orkut para todos verem!
Que bizarra a montagem. É tão tosco que eu nem vou tirar o prazer de vocês de desconstruirem-na (não no sentido pós-modernista, óbvio) vocês mesmo.
Ah, as pessoas. Eu se divirto com elas.

Escrito por Philipe às 20h16
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| 18/04/2007 |
If I could sleeeeep...
Uma pequena resenha de um clipe que eu escrevi para o site www.metalclube.com
A música é boa e, podem acreditar, dá sono mesmo. Lá vai:
Sleep - Savatage
Dizem que para cada momento, há um momento. Para momentos de animação, de tristeza, de namoro...
Mas, e para dormir? Será que há uma música ideal?
Minha opinião é que há: Sleep – do Savatage.
A música é do álbum Edge of Thorns, de 1993. O CD é o único da banda que apresenta tanto o vocalista Zak Stevens (que estava substituindo Jon Oliva, que estava com problemas pessoais e na voz) quanto o talentoso guitarrista Chris Oliva (que viria a morrer num acidente de carro pouco após o lançamento do álbum).
A música é uma bela balada, que, além dos dois músicos já citados, apresenta também Johnny Lee Middleton no baixo.
A canção começa com um trabalho suave e despretensioso no violão de Chris, pontuado aqui e ali com o baixo de Middleton. O clipe parece não contar nenhuma história em particular, o que na minha opinião, funciona muito bem: as cenas intercalam os músicos com uma sucessão de placas e de estabelecimentos de beira de estrada. Cenas essas que evocam as cenas familiares para todos nós de uma viagem longa e cansativa.
A letra também faz diversas referências a estar sozinho, a estar deitado tarde da noite, no escuro com e vontade de dormir – tudo isso enquanto se pensa na vida e naquilo que passou.
A combinação da melodia, calma e tranquila, da voz de Stevens, praticamente inofensiva, das cenas de viagem, que invocam cansaço e da letra, que trata de estar deitado, pensando, beira o hipnótico. É como se fosse você, num hotel de beira de estrada, cansado após um dia inteiro atrás do volante, pensando na vida enquanto o sono não vem.
As placas vêm e vão, uma atrás da outra, enquanto a melodia prossegue e sugere cenas noturnas. A música parece sussurar delicadamente "ok, as coisas podem estar complicadas, mas tudo o que se quer e se precisa é dormir um pouco."
Por volta de um minuto e meio de música, os bocejos começam a vir. O fato do set onde foram gravadas as cenas da banda estar todo escuro não ajuda muito, tampouco.
Por volta de dois minutos e quarenta de música, as coisas parecem que vão mudar. O baixo e o violão se tornam inquietos, dando a impressão que o eu-lírico está agitado, rompendo com toda essa soneira. É interessante como, mesmo sendo a música toda acústica, esse trecho consegue apresentar um "peso" impressionante, sem dúvida prova da competência do Savatage.
Mas a agitação é apenas um alarme falso. O eu-lírico se pede para não se preocupar demais com as coisas e seu pedido é atendido. A melodia se acalma e a música acaba em uma frase interrompida, "ei, você aí, que está longe...". Sem dúvida, ele foi dormir...
A banda estava confiante que a música iria estourar nas rádios, assim como já havia ocorrido com a faixa-título do CD. Infelizmente, durante o trabalho de divulgação, um acidente de carro vitimiza o genial Chris Oliva. Essa música, sem dúvida, é um dos trabalhos que fazem com que o nome dessa grande banda jamais seja esquecido.
De http://www.metalclube.com/content/view/2658/49/
Escrito por Philipe às 21h08
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| 17/04/2007 |
Sonho, 17/04/2000-7
Hoje eu sonhei que era capaz de voltar no tempo. Sim, viajar para o passado.
No sonho, eu levava uma amiga comigo. A escolha mental dessa colega é
perfeita, parece que ela seria uma companheira perfeita para a experiência, além
de Ter um belo pacote de coisas a aprender e mudar no passado. A idéia era
corrigir algumas coisas que havíamos feito de errado para que, aí sim, o
"futuro" (presente) fosse perfeito.
O ano de "destino" foi o ano 2000. A empolgação inicial no sonho era muito
grande. Iríamos encontrar algumas pessoas, aprender algumas coisas, fazer alguns
serviços e desfazer outros. Faríamos isso de maneira meio egoísta, para nosso
próprio ganho em 2007.
O sonho foi comprido e meio psicodélico, mas pareceu passar algumas
conclusões. No sonho, minha companhia, embora inicialmente muito animada, foi
cada vez perdendo o interesse no passado. Segundo ela, o conhecimento
aprofundado das coisas que nos rodeiam muitas vezes nos machucam, rompem nossas
ilusões e acabam por nos ferir. No sonho, ela disse ficar muito decepcionada com
suas colegas de então, ao descobrir que elas não gostavam realmente dela, que
era apenas de coisa de momento, tanto que viriam a se separar depois (isto é, no
presente). As suas experiência de adolescência também se revelavam muito
desimportantes comparado com o valor que ela atribuía a elas na sua situação
atual.
Além disso, reviver certas experiências sem a inocência da novidade, da
imprevisibilidade se revelou um fardo difícil demais. As coisas que ela havia
escolhida para consertar se revelaram irrelevantes para mudar sua vida. No
sonho, ela foi a primeira a "chutar o balde" e desistir da experiência.
Sem dúvida, esse foi um sonho moralista. A mensagem seria algo do tipo: "Não
culpe seu passado. Não é tanto o que você fez, mas sim quem você é, que irá
dizer o quão feliz você será."
Mas eu não sou moralista, adoraria viver na realidade a experiência do sonho.
Mas, sem dúvida, tudo isso me fez pensar.
"Não culpe seu passado. Não é tanto o que você fez, mas sim quem você é, que
irá dizer o quão feliz você será."
Ever since (...) I have waited to even the score. (...) Being from the
future, my knowledge of the past enabled me to convince the Queen that I was a
mighty oracle. But no history book could have prepared me for what happened
here
.
Escrito por Philipe às 07h42
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| 15/04/2007 |
Sobre a genialidade
Resenha interessante sobre a psicologia da excelência em http://www.newscientist.com/channel/being-human/mg19125691.300-how-to-be-a-genius.html
Minha ressalva: será que a disposição de encarar desafios, a paciência e a perseverança não são, pelo menos parcialmente, geneticamente determinados? Se sim, mesmo que a integência não fosse em parte herdável (e é, em certa medida), as capacidades individuais das pessoas ainda seriam desiguais.
Não que isso seja "bom" ou "natural" ou justifique qualquer coisa, mas creio ser um fato (em maior ou em menor medida).
Escrito por Philipe às 08h22
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