Matizes Escondidos

22/03/2007

Flyin'

O cenário é uma cidade do interior de Minas Gerais. O dia já era noite - o Sol já havia se posto. A Avenida costumava ficar cheia antes, há dois ou três anos atrás - era na Avenida que todos se encontravam. Só que de uma hora para outra - essas coisas nunca são muito claras, não é mesmo? - ninguém mais ia lá.

Nesse início de noite, dois amigos conversavam animadamente sobre isto e aquilo, de como as coisas não foram justas com eles, mas como pelo menos tudo tinha sido tão engraçado. Isso num banco de avenida, embaixo de uma árvore. A árvore escurecia um pouco as luzes do poste, o banco fica preguiçosamente embaixo dela, meio sombrio.

É quando aparece um conhecido de um dos amigos. Cumprimentos trocados, conversa do "social". Do outro lado da Avenida, um ponto de ônibus. A Avenida é comprida, tem duas pistas de duas faixas de cada lado.

O conhecido faz um comentário de sempre sobre como as mulheres especiais estão em falta. É engraçado, os homens acham isso e as mulheres também acham que homens especiais estão em falta - ambos estão certos).

Uma mulher no ponto de ônibus do outro lado da Avenida, atrás do Banco. Um dos amigos fala:
-Por que não ir lá? Pode ser a mulher da sua vida.

Ele não tinha falado sério, era mais para fazer o "social" e fazer um gracejo, chacota, picuinha - essas palvras são engraçadas, aliás.

O conhecido diz:
-É mesmo.

Sai, do nada, e vai até a mulher do ponto. Ele não a conhecia, mas estava disposto a não correr o risco de deixar passar aqula mulher que poderia ser a que mudaria, para melhor, todo o seu destino.

Os amigos estão surpresos. "ELE FOI". "Como assim, ele foi?!"

O conhecido se encaminha ao ponto, e os amigos se olham, surpresos. Como é que alguém teria coragem para fazer isso?!

Ele chega, cumprimenta a moça. Trinta segundos de conversa no ponto. A mulher o dispensa, diz que é casada.

...sabe como é, mulheres especiais estão em falta...


Isso aconteceu de verdade. É interessante como pedaços aleatórios do cotidiano têm pedaços de poesia.


Escrito por Philipe às 21h01
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21/03/2007

Adeus às esmolas?

Um livro que ainda não saiu e que aguardo muito para ler é o A farewell to Alms, de Greg Clark. É um livro que pretende ser uma breve histórica econômica do mundo. Um draft do primeiro terço está disponível em http://www.econ.ucdavis.edu/faculty/gclark/Farewell%20to%20Alms/ftahome.html.

Recomendo dar uma olhada, a abordagem do autor (pelo menos o que eu já li) é bem inovadora. Promete polêmica.

 


Escrito por Philipe às 20h54
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20/03/2007

O fim do mundo

Uma das melhores partes (até agora) do meu ensino superior foi a poda mental de algumas ervas daninhas acadêmicas que me foram ensinadas durante o ensino médio. Cara, aqueles livros de história têm muita baboseira. Um conhecimento incipiente em microeconomia me ajudou muito a ver como o mundo funciona de verdade.

Acho que uma boa parte do meu estudo pós-faculdade vai servir para tirar da minha mente as sementes de outras ervas daninhas. Estou grato de que agora elas não tenham terreno fértil para crescer.

Que bom que o o curso daqui para frente fica mais light - significa que haverá mais tempo para eu estudar... Paradoxal? Acho que não.

 

Do http://www.tcsdaily.com/article.aspx?id=082806E.


Escrito por Philipe às 21h41
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18/03/2007

Kokoro no kosumo

Às vezes eu procuro no supermercado por uma revolução no macarrão instantâneo, uma que melhore a vida de muita gente...


Hoje tinha uma menina no meu prédio querendo se matar, falou que ia pular da janela! Era no terceiro andar, uns dez metros do chão. Havia uma marquise no meio do caminho até o chão. Até o chão tinha uma marquise. Se pulasse, não conseguiria passar da marquise (que estava a uns quatro metros abaixo da janela). O prédio ficou cheio de policiais e bombeiros.

Desci para a rua ver. E não fui só eu. Meu vizinho desceu voando (não pela janela) para ver. Pois é, digam que é coisa feia, mas é um espetáculo que não se vê todo dia. Saí do prédio com muito cuidado para não interromper com o meu querido pescoço um corpo que cai!...

Fecharam a av. Augusto de Lima! Muitas viaturas, ambulância...

Eu vi a menina na janela, devia ter uns 16 anos. Não era bonita nem feia.

Eu escutei no saguão do prédio duas moças comentando: - Pula, pula!

Ela não pulou.

E eu estava com pressa.


Escrito por Philipe às 21h13
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