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| 10/03/2007 |
Vale a pena ler
Um relato interessante de como muitos russos estão ficando doentes por beberem vodca caseira contaminada está disponível em http://news.bbc.co.uk/2/hi/programmes/from_our_own_correspondent/6434789.stm.
O consumo de bebidas caseiras cresce, como prevê a lógica econômica, quando o preço da bebida industrializada (que é um bem substituto) sobe. Foi assim durante o período da prohibition americana, durante a campanha contra a vodca de Gorbachev e agora com a campanha de Putin.
Podemos encarar a bebida como uma "mal" por diferentes ângulos. Por exemplo, se tomamos os agente como racionais, o consumidor de bebida não irá levar em conta os efeitos nocivos da bebida sobre os seus semelhantes - externalidades negativas. Por exemplo, ele não levará em conta o quanto ficará chato para os outros, nem o risco mais elevado de acidentes que pode causar a outrem (ele, entretanto, levará em conta o risco de acidentes que pode causar a ele mesmo, e leva isso em conta na hora de decidir quanto beber). Daí caberia cobrar um imposto – chamado imposto de Pigou – que altere o preço do produto para que a quantidade consumida seja aquela correspondente à quantidade ótima do ponto de vista social. Visa proteger os outros que estão por perto, não o consumidor de bebida em si.
Se tomamos os indivíduos como tendo uma racionalidade limitada, se eles podem não tomar atitudes que estejam em seu próprio interesse, podemos estruturar um esquema de preços que desestimule o consumo de certas mercadorias consideradas maléficas. É o caso, por exemplo, das chamada sin taxes, que são taxas sobre produtos como bebidas, cigarros e comidas gordurosas, que, ao aumentarem o preço do produto, procuram proteger o consumidor de si mesmo através da redução da quantidade consumida.
No caso em questão, ao aumentar o preço da vodca oficial, os russos passaram a comprar vodca pirata, que muitas vezes contém impurezas que prejudicam a saúde.
Caberia perguntar, então: o uso de mecanismos de aumento de preço da vodca oficial reduziram o consumo de álcool? Caso sim, a diminuição compensa o problema trazido pelo aumento de consumo de vodca pirata? É preciso ponderar esses dois efeitos, de caráter contrário, e obter o resultado “líquido”, o que é muito difícil de se fazer.
Como a notícia mostra, o mundo é complexo, e políticas públicas podem ter efeitos não previstos e maléficos.
Escrito por Philipe às 12h11
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| 09/03/2007 |
Globais
Um artigo interessante publicado na Foreign Affairs coloca em perspectiva a afirmativa de que o mundo de hoje é muito integrado e globalizado. Vale a pena ler, para concordar ou discordar.
Consider Canadian-U.S. trade, the largest bilateral relationship of its kind in the world. In 1988, before the North American Free Trade Agreement (NAFTA) took effect, merchandise trade levels between Canadian provinces—that is, within the country—were estimated to be 20 times as large as their trade with similarly sized and similarly distant U.S. states. In other words, there was a built-in “home bias.” Although NAFTA helped reduce this ratio of domestic to international trade—the home bias—to 10 to 1 by the mid-1990s, it still exceeds 5 to 1 today. And these ratios are just for merchandise; for services, the ratio is still several times larger. Clearly, the borders in our seemingly “borderless world” still matter to most people.

Sobre o tema, recomendo um excelente artigo do FMI que comenta sobre o panorama político e econômico do mundo no final do século XIX e no final do século XX, sob o enfoque da integração. O artigo está em http://papers.nber.org/papers/w6904 e o achei via http://www.cepe.ecn.br/
Escrito por Philipe às 20h17
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| 08/03/2007 |
Expressando conceitos complexos em uma palavra
Palavras úteis.
- Você assiste muita televisão?
- Que nada, só o suficiente para me inteirar do zeitgeist.
Da wikipedia:
Zeitgeist é um termo alemão, que se traduz como espírito do tempo, também podendo se utilizar do termo em português para denominá-lo. O Zeitgeist significa, em suma, o nível de avanço intelectual e cultural do mundo, em uma época.
O que é corrente, atual, o estado geral das coisas. A lista de mais do YouTube captura o zeigeist na segunda metade da década de 2000.
Palavrinha útil. Concorda, Adam? =)
Escrito por Philipe às 20h18
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| 06/03/2007 |
Meu miojo caiu no chão

Site com estátuas inusitadas tiradas por todo o mundo. http://haha.nu/funny/strange-statues-around-the-world
Via http://www.geekpress.com

Escrito por Philipe às 20h27
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| 05/03/2007 |
Margarita
Há um distúrbio cerebral chamado prosopagnosia que afeta áreas no cérebro responsáveis por identificar rostos. Pessoas afetadas não conseguem distinguir as pessoas pelo rosto mais do que, digamos, pelas batatas da perna.
Eu me lembrei disso quando fui ver um filme recentemente... Um filme chinês, com atores chineses. Às vezes é difícil para mim (é mim mesmo, não é eu) distinguir alguns persongens. Pelos comentários feitos por companheiros de cinema, não estou sozinho. Atores chineses e coreanos são difíceis de distinguir pelo rosto às vezes, pelo menos para mim.
O filme em questão era Dias Selvagens (Days of Being Wild), de Wong Kar-Wai. Acho interessante como o diretor retoma temas que me são muito caros: desencontros e ironias do destino. Pequenas jóias que jamais serão percebido, os segredos de cada um, as histórias não-contadas, os tesouros e abismos que cada um traz dentro de si. Por mais que se tentem e se esforcem, ninguém nunca perceberá as coisas como nós a fazemos. Permanecerão contos nunca contados - matizes escondidos.
Escrito por Philipe às 21h04
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| 04/03/2007 |
Ampulheta
Se chorei ou se sorri O importante é que emoções eu vivi.
Acho que você percebe que está ficando mais velho quando começa a entender a letra das músicas
Não procure saber onde estou Se o meu jeito te surpreende
She made you tea, Asked for your autograph -- What a laugh.
Mas para outras eu ainda sou novo demais. Quem sabe daqui a dois ou três anos... (será que ainda vai ter blog?)
Vou te bater uma real Vou dizer que sou o tal Bater um papo no café É papo de jacaré E vê se fala por favor a minha língua Que já tem até uma íngua Por causa do seu inglês
Essa é antiga, mas... Papo de jacaré? Íngua? Íngua?! Íngua!!! Puxavidaqueisso!
Escrito por Philipe às 21h54
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