Matizes Escondidos

27/01/2007

Gotas de misantropia

Uma vez eu estava no ponto de ônibus, para fazer a rota faculdade-apartamento. "Oh, que glória. Mais um dia", pensei.

Mas, sabe, o destino às vezes tem caprichos.

Assim que eu divagava sobre mais um dia letivo, vejo uma figura no ponto. Era uma pessoa da minha faculdade. (Não vou dizer quem, mas não era nenhum aluno.)

Eu sou um cara cordial (tento!) e, dentro desse princípio, o cumprimentei e, quando ele começou a puxar conversa, gentilmente o acompanhei.

Em dez segundos o papo estava esgotado. Hum. Não havia mais o que ser conversado. E conversar sobre o tempo para mim é sacrilégio, reservado para casos realmente delicados. Talvez para quando aqueeeele parente que não liga há anos ligar e eu ter a sorte de atendê-lo.

Para falar a verdade, mesmo que houvesse assunto, um dos interlocutores (eu) não estava realmente muito a fim de conversar... Mas vamos lá, não queremos parecer chatos, ok?

Nessa hora, começa minha torcida para o meu ônibus (de preferência) ou o dele passar. Sim, porque aí poderíamos nos despedir e, aliviados, ficarmos livres do fardo de minerar dos meandros da alma assuntos para continuar a conversa.

Os momentos passam. Passam?

É então, que, oh, escuto uma frase bem-vinda. "Opa, tenho que ir! Meu ônibus chegou!"

Mas a minha alegria dura pouco. É que o ônibus dele é o mesmo que o meu.

Tenho uns cinco segundos para pensar. Pelo horário, o ônibus deve estar vazio. Logo, fatalmente teríamos que nos sentarmos juntos. Falhar em fazê-lo seria uma indelicadeza de estranhamento da minha parte. Por outro lado, pegar o ônibus iria me garantir que estaria em casa mais cedo.

Que fazer? Tempo é dinheiro.

Mas eu não me vendo barato.

Eu me despedi dele e decidi esperar pelo próximo ônibus. Ahhh, ir para casa em paz.

Amo companhia para conversar. Mas esse dia simplesmente não diria.

Sim, tempo é dinheiro. Mas minha dignidade custa caro.


Escrito por Philipe às 20h22
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26/01/2007

Bebê moído!

A large multinational corporation once attempted to sell baby food in an African nation by using packaging designed for its home country market. The company's regular label showed a picture of a baby with a caption describing the kind of baby food contained in the jar. African consumers took one look at the product, however, and were horrified. They interpreted the labels to mean that the jars contained ground-up babies!

Harvard Business Review, 1984

Eles achavam que continha bebê moídos? Quer saber o resto da história? Confira em www.snopes.com/business/market/babyfood.asp. Esse também é um estudo de caso famoso, assim como o do carro Nova, que citei há alguns dias. 


Escrito por Philipe às 16h18
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24/01/2007

Trash!!!

Eu já coloquei algumas coisas nesse blog que, no momento, representavam algum exemplo de coisas que nunca deveriam ter acontecido. Mas, à medida que tempo passa, novas vicissitudes surgem.

Esta aqui vai para a minha lista de "degradação humana". Mas pelo penos rende uma boa história! =P

Não é para estômagos fracos! A coisa está em http://www.well.com/user/cynsa/cement.html

 


Escrito por Philipe às 22h06
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23/01/2007

Não anda?

Há alguns anos atrás, a GM introduziu um carro chamado Nova em países de língua espanhola. Depois de um certo tempo, constatou que a vendagem era mínima, muito abaixo das expectativas.

A razão? A empresa não tinha levado em conta que Nova, em espanhol, se traduz em "no va", não anda. Esse é um conto sobre os perigos de se fazer negócios em terras alheias, sem respeitar as diferenças e as nuances locais, etc.

Esse é um estudo de caso clássico em escolas de administração, negócios, etc.

Só que tem um probleminha... Não é verdade.

Descubra ess história legal e se previna desse mito citado em muitos lugares. Meu livro de inglês, por exemplo, o cita, como se fosse um fato verídico.

De qualquer maneira, vale a pena ler.

http://spanish.about.com/cs/culture/a/chevy_nova.htm e http://www.snopes.com/business/misxlate/nova.asp


Escrito por Philipe às 21h35
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22/01/2007

Esse é o meu patrão!

Alguém aí gosta do programa "Topa ou não topa", no SBT?

Eu tinha lido há algum tempo uma pequena análise, utilizando um pouco de teoria econômica, do equivalente americano, o "Deal or No Deal", Se alguém também gostar do programa, eu recomendo a leitura em http://www.tcsdaily.com/article.aspx?id=010506G

Sem contar que o Sílvio Santos é um espetáculo à parte. Ele é uma lenda viva, o gênio do kitsch que vem alegrar as noites de quarta feira.

Aliás, Sílvio Santos é o apresentador. Já Sylvia Saint é uma atriz pornô. Ela é uma lenda viva, uma gênia do gênero, etc. Bom, é o que me disseram. =)


Escrito por Philipe às 16h48
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