Matizes Escondidos

07/10/2006

Vintage cartoons

Frame de Betty Boop

Olhem só que beleza... Desenhos vintage da Betty Boop para baixar, sem qualquer  impedimento... www.archive.org/search.php?query=Betty%20Boop%20AND%20mediatype%3Amovies

 

Não nada a ver com a Betty que vocês vem por aí em adesivos e cadernos. Sendo um desenho das décadas de 1920 e 1930, antes da ascensão do politicamente correto, há um humor que não se veria hoje em dia. Jazz e non sense, numa excelente combinação.

Não percam "Bamboo Isle" !


Escrito por Philipe às 17h09
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06/10/2006

Itaú Cultural

Uma outra programação permanente do Palácio das Artes é a Mostravídeo Itaú Cultural. É um espaço assaz peculiar.

Exibe quase qualquer tipo de filme, do mais linear e óbvio ao mais experimental e não-linear.

Muitas vezes os filmes são pouco acessíveis. Não pela entrada, que também é gratuita. Mas pelos temas muitas vezes peculiares demais e até mesmo pela adaptação (falta dela) dos mesmo para a exibição. Às vezes os filmes vêm sem legenda, com aúdio original, geralmente em inglês. Para quem é fluente no idioma, uma oportunidade e tanto de praticar. Para quem não é, uma decepção sair de casa e se deparar com um filme que você não consegue entender.

Mesmo com esse defeito, é um evento que vale a penar conferir. Toda quarta, às 19 horas no Cine Humberto Mauro, Palácio das Artes. Já vi bons filmes, inesquecíveis, por lá. Gostaria de conhecer pessoalmente os responsáveis pela curadoria .


Escrito por Philipe às 10h22
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Uni-vos!

Reportagem da Folha de São Paulo de hoje: "Confronto mata 12 mineiros na Bolívia". Mineiros de profissão, não mineiros nativos de Minas Gerais.

Ou seja, caso ainda exista algum marxista hardcore por aí, é preciso reconhecer que existem clivagens entre a chamada "classe trabalhadora"... É ridículo falar de "classe trabalhadora" como se fosse apenas uma entidade só, com interesses claros e bem definidos, opostos à "classe dominante", também unida e com interesses claros e bem definidos. Por exemplo, há os grandes industriais (classe dominante?) que criticam o dólar desvalorizado e os que se beneficiam e defendem a situação. Eles competem entre si para influenciar as políticas do governo, com sucessos diferentes, em momentos diferentes.

O mundo não é preto e branco. Há, no mínimo, muitas e muitas gradações de cinza...


Escrito por Philipe às 09h25
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05/10/2006

Palavra do dia

Mais uma para o vocabulário de vocês:

Even though the sound of it
Is something quite atrocious
If you say it loud enough
You'll always sound precocious.

Supercalifragilisticexpialidocious!

http://en.wikipedia.org/wiki/Supercalifragilisticexpialidocious


Escrito por Philipe às 07h13
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04/10/2006

Ereções 2006 - dando a segunda

PSDB versus PT

PSDB - Dados de 2002

PT - Dados de 2005
 
PSDB: Irradiação solar no planeta: 1366,5 W/ME2
PT: Irradiação solar no planeta: 1365,5 W/ME2
 
PSDB: Taxa de crescimento populacional no Japão: 0.11%
PT: Taxa de crescimento populacional no Japão: 0.05%
 
PSDB: Preço do ródio por onça troy: US$ 600
PT: Preço do ródio por onça troy: US$ 4000
 
PSDB: Orkut: Não existia
PT: Orkut: mais de 10 milhões de membros
 
PSDB: Oscar de melhor filme: Chicago
PT: Oscar de melhor filme: Crash
 
Além disso, todo mundo sabe que a colheita dos cogumelos-pinheiro norte coreanos tem caído muito.
 
Agora ficou fácil decidir, né?

Escrito por Philipe às 20h15
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03/10/2006

Futuro revisitado

Imagine o diálogo de mãe e filho.

- Meu filho, o que você vai ser quando crescer?

- Policy maker, mamãe.

Ou ainda:

 

- Meu filho, o que você vai ser quando crescer?

- Planejador social benevolente, mamãe.

Coisas que a FJP faz com você.

 


Escrito por Philipe às 17h14
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O rei igual ao dinheiro de passar

Para quem não entendeu o "batera moendo" num post antigo, procurem a animação "O cara tussiu".

Não morram sem ver, ok?

PS: O link muda muito, então caso não funcione, procurem no YouTube por "o cara tussiu".


Escrito por Philipe às 17h08
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02/10/2006

Tio Donald

Um dos comentaristas econômicos e políticos que eu mais gosto é o Donald Boudreuax...

Olhe um breve comentário dele sobre "as causas da pobreza"


The Causes of Poverty?

1776 saw the publication of Adam Smith's great book An Inquiry Into the Nature and Causes of the Wealth of Nations. Note carefully the full title (as opposed to the more frequently used abbreviation The Wealth of Nations). Written just as the booster rockets for humanity's great wealth explosion were being ignited, Smith inquired into the nature and the causes of wealth. Smith understood that the phenomenon to be explained is wealth. Wealth doesn't just happen; it is not humanity's default mode. Wealth must be created; therefore, wealth has causes.


Writing a mere 114 years later, another illustrious economist, Alfred Marshall, wrote on page two of his justly celebrated Principles of Economics of "the causes of poverty." Marshall wrote these words as part of his explanation of why the study of economics is useful. But writing after the fruits of the wealth explosion began raining down widely, even as astute a mind as Marshall missed the fact that poverty has no causes. Poverty is humankind's default mode. It's what exists if we do nothing. "Creating" poverty -- causing poverty -- is no challenge whatsoever.

Escaping poverty has causes - that is, wealth has causes.

This point bears repeating. Poverty has no causes. Wealth has causes.

But capitalism has been so enormously successful at producing widespread material abundance that we today -- like Alfred Marshall in 1890 -- regard wealth as innate* to our existence, as our default mode. It is not. The set of institutions that will promote the creation of widespread prosperity is minuscule** in number compared to those that prevent people from creating material prosperity.

* O cara é americano.

** Brasil, muita vezes?

O cara é fera, na minha humilde opinião.

Você acha mais dele no marketcorrection.powerblogs.com e no http://cafehayek.typepad.com/hayek/

 

 


Escrito por Philipe às 20h29
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Sinapse aleatória

Um verbo na língua inglesa que há muito me fascina é o "to shangai". Na origem, significa "chamar alguém para bater um papo, pagar uma bebida, esperar o cara dar uma bobeada, colocar alguma droga na bebida dele, esperar ele dormir para então levá-lo para algum navio próximo, colocar fraudulentamente o nome dele como marinheiro na lista de tripulação e deixar o pobre incauto lá até a embarcação zarpar.".

Então tá.


Escrito por Philipe às 19h31
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Serviço de utilidade pública

Alguém aí gosta de cinema?

Olhem só a programação do Humberto Mauro, o cinema do Palácio das Artes,  até o dia 11/10/2006.

Viva o Humberto Mauro!

 

 


Escrito por Philipe às 05h42
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01/10/2006

Eleição

Gente, dá para acompanhar a apuração das eleições até o nível do município! Está muito boa, na minha opinião, a disponibilidade de dados até agora.

Por exemplo, dêem uma olhada em http://placar.eleicoes.uol.com.br/2006/mg/index.jhtm?idcidade=41238

Dá para se divertir um bocado com os números.

Update: Mais diversão em http://placar.eleicoes.uol.com.br/2006/index.jhtm

 

 


Escrito por Philipe às 18h59
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Destino manifesto

Vocês já ouviram falar do falecido Mancur Olson?

Pois é, ele não escreveu só A lógica da ação coletiva. Ele tem um outro livro no qual tenta explicar o sucesso e o desucesso da nações, The Rise and Decline of Nations.

Citando http://laramie.gcal.ac.uk/ecoE431/discuss/msgReader$22?mode=day&print-friendly=true:

"In this study, Olson seeks to advance an interdisciplinary theory to explain the historical occurrences of the rise and fall of nations and peoples. He denies that previous works addressing the sources of economic growth are adequate in understanding the ultimate causes of growth. Continuing from where The Logic of Collective Action left off, Olson attempts to answer the question: what has been left out or overlooked in the conventional accounts that explain the rise and decline of nations?

The author's thesis is that the longer a society maintains political stability, the more likely it is to develop lobby groups that actually undermine the society's economic efficiency. For Olson, this means the establishment of groups such as labour unions, professional associations, farm organizations, cartels, and other special-interest groups. He submits that as there are many different interests competing for limited resources and pushing public policy in different directions, the society is not able to operate at its true potential. "

Podemos citar o caso do aço dos produtores dos EUA, embora a lógica seja um pouco diferente...

 

Os produtores de aço perderam competitividade e muitos estão saindo do negócio.

E tem também o lobby do açúcar, do milho...

Mas tem um outro muito interessante.

CONTINUA NO POST ABAIXO


Escrito por Philipe às 09h56
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Destino Manifesto

COMEÇA NO POST ACIMA

O lobby do penny.

O penny é o centavo do dólar. Rende risadas nas aulas de inglês quando alguém pergunta:

- Teacher, qual é o plural de penny?

O ponto é que ninguém usa mais o penny para as transações cotidianas. Ele é apenas um estorvo, segundo alguns analistas.

Do blog do Mankiw:

"In the June 2006 issue of the American Spectator, John Fund makes the case for getting rid of the penny. An excerpt:

Pennies are a nuisance that is proliferating. This year, the Mint will churn out nine billion of them. That exceeds twice the annual output of all other coins combined. Production is up in part because of hoarding, in part because more and more people are throwing them in jars or drawers and never taking them out again. Few people now bother to pick up a penny when they see it on the street. It's simply not worth the effort. More and more litter on our streets now consists of pennies.

A growing number of experts are concluding the penny is too picayune to bother with. "The purpose of the monetary system is to facilitate exchange, but the penny no longer serves that purpose," says Harvard professor Gregory Mankiw, a former chairman of President Bush's Council of Economic Advisers. "When people start leaving a monetary unit at the cash register for the next customer, the unit is too small to be useful."

When the half-cent was abolished in 1857 it was worth more than eight cents in today's currency. People afterward had no problem living and conducting business, even though the new smallest unit of currency -- the penny -- was worth more than our dime is today. No major problems with transactions were reported at a time that predated the many cashless means of electronic transaction we enjoy today and which, even after penny abolition, can preserve prices to the exact cent if people so choose. "

Uma das razões para a não extinção do penny é o lobby pró-penny. Que, oh, coincidência, é apoiado pelos produtores que ganham dinheiro com a produção da moedinha...

O Brasil não produz mais o "um centavo", o equivalente nacional do penny. Ou seja, nesse quesito estamos melhores que os americanos. As forças do autointeresse não foram capazes de se mobilizar e barrar esse avanço brasileiro. Sim, agora a coisa deslancha. A força do coletivo venceu o poder dos encastelados.

É apenas uma questão de tempo até que a "grande nação do norte" abra caminho para a ascensão da "grande nação do sul"! O destino chama!!!

Ou não. =(

Aliás, se você gostou da historinha do protecionismo no aço, dê uma olhada em http://www.gmu.edu/departments/economics/wew/articles/03/stupidity.html 


Escrito por Philipe às 09h54
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O Tempo Passa - The Tourist Illusion

Outubro já...

Os meses de um dígito de 2006 já se foram.                                                            

O impressionante é que eu me lembro muito bem da virada do ano, parece que foi ontem.

Aliás, já é fato reconhecido que o tempo aparente passa mais rápido à medida que ficamos mais velhos.

Do www.marginalrevolution.com

Subjective time, or the tourist illusion

When you are driving to a new place, it feels longer to get there than to return. No, you are not crazy, this is a confirmed perceptual bias. When taking the route for the first time, you are engaged in an act of problem solving. Subjective time passes more slowly (this has been validated by various experiments). On the way back, you know the route (you hope). Subjective time then passes more quickly. Jay Ingram puts it this way: "When your mind is focused on something other than the passage of time, you are fooled into thinking that less time has passed."

Similarly, if you do two identical tasks, and they take the same time, you will judge your first attempt as having taken longer. But if you change the background context, such as by putting the people in a different room, this illusion tends to vanish.

There is also strong evidence that time seems to go faster as you get older. (Do we leave the problem-solving mode as we age?) Say you are forty and you will live to eighty. According to one set of calculations, your life, as subjectively perceived, is already seventy-one percent over. This is the most disturbing scientific fact I have heard in a long time. Your last twenty years will feel like no more than thirteen percent of your life. Another set of equations, harder to confirm, puts the age of seventeen and a half (!) as the midpoint of your subjectively experienced life. Occasionally patients with extreme brain damage will experience time as passing very very rapidly; the internal clock of one man seemed to be set at about four times regular speed.

For more information on these experiments, see Jay Ingram's The Velocity of Honey.

Minha própria experiência vai  exatamente nessa direção. 


Escrito por Philipe às 08h15
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Dissonância cognitiva do dia...

Segundo um estudo recente, quem bebe costuma ganhar mais.

Controlando as variáveis, parece que o efeito decorre dos laços sociais que atividade de sair para beber cria, não por causa da bebida em si.

O efeito se dá principalmente em homens.

Veja um resumo em http://www.reason.org/news/alcohol_use_091406.shtml

Talvez da próxima vez que me chamarem para beber eu deva ir. Beber suco de uva, claro.


Escrito por Philipe às 06h39
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