Matizes Escondidos

30/09/2006

Solow I

Dêem uma olhada...

Let a Thousand Reactors Bloom


Explosive growth has made the People's Republic of China the most power-hungry nation on earth. Get ready for the mass-produced, meltdown-proof future of nuclear energy.

 
 
Nuclear toy
 
Nada de ludismo, ok?

Escrito por Philipe às 07h55
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29/09/2006

O cara riu!

Hoje, voltando para Ouro Branco, teve um camarada no ônibus (ei, este é quase um busublog já) que virou para o outro e disse:

- Muito engraçado! E aí aparece "batera moendo".

Impossível não comentar isso aqui. Excelente!

 Batera Moendo

Igor e Manuel, esse post foi para vocês.                                

 


Escrito por Philipe às 20h33
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Baseado em fatos reais

"She only licked her lips, but I saw it"

"She only licked her lips, but I saw it"

 


Escrito por Philipe às 20h22
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Seu porco capitalista

Olhem só que artigo que artigo interessante...   http://www.tcsdaily.com/article.aspx?id=092506D 

Influência dos vulcões no clima. Muita gente não sabe, mas uma erupção vulcância é capaz de alterar o clima por anos a fim. Da onipresente wikipedia, sobre a erupção de Krakatoa:

"The eruption produced erratic weather and spectacular sunsets throughout the world for many months afterwards, as a result of sunlight reflected from suspended dust particles ejected by the volcano high into Earth's atmosphere. The area around Java is now known as Lady Bull because of its fiery nature. This worldwide volcanic dust veil acted as a solar radiation filter, reducing the amount of sunlight reaching the surface of the earth. In the year following the eruption, global temperatures were lowered by as much as 1.2 degrees Celsius on average. Weather patterns continued to be chaotic for years, and temperatures did not return to normal until 1888. (...) Researchers proposed the idea that the blood-red sky shown in Edvard Munch's famous 1893 painting The Scream is also an accurate depiction of the sky over Norway after the eruption."

"O Grito" (The Scream) de Munch nos Simpsons

 


Aliás, muito bom o TCSDaily. É um site que, caso você cadastre o seu email, eles irão lhe mandar uma newsletter (3-4 vezes) por semana, com bons artigos sobre economia, política e tecnologia. Eles têm uma abordagem libertária (defendem liberdade pessoal e econômica), portanto se você não tiver muito estômago, talvez seja melhor deixar para o mês que vem. O site é o http://www.tcsdaily.com/

PS: Para quem acordou meio antiamericano hoje, você já viram o que o Homer usa na camisa de praia no episódio em que os Simpsons vêm ao Brasil?

Camisa do Homer no episódio dos Simpsons no Brasil


Escrito por Philipe às 07h55
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Não sabemos

Ontem eu vi um camarada descendo a rua Espírito Santo com uma camisa "golo golo". "Golo golo" é um time. Aliás, um dos times da minha sala é o "Só canela", que soa como "soca nela". Uah! Cacofonia. Um sapo que soa.

 

O que mais me chamou atenção é que o nome escrito na camisa era "Pudim".

 

"Pudim", ou Bruno Ferreira, é uma pessoa que não se encontra mais conosco. Ele era da minha sala na faculdade.

 

Devia ser algum parente dele usando a camisa.

 

Todo que mundo passava e lia a camisa não devia saber a história que havia por trás dela. Uma vida interrompida cedo demais. Muito triste isso tudo.



 

 

Tudo isso me deixa um pouco sartreano.

 

A vida é como uma peça, meio modernista demais, sem muito roteiro. Passamos boa parte da peça esperando uma revelação, uma epifania, um grand finale, que resolva o enredo e nos faça levantar aliviados e ir para casa dormir felizes.

Só que geralmente isso não vem. Passamos boa parte do tempo esperando por alguém que não vai vir, por algo que não vai acontecer. O que, na minha opinião, não é mau.

 

Na ausência das grandes revelações, busquemos as pequenas... É o que penso atualmente.

 

Esse é um assunto que me é muito caro. Podem esperar mais sobre o tema.

 

 


Escrito por Philipe às 06h59
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28/09/2006

Recorrência

Uma coisa me impressiona muito.

E não deve ser coincidência.

Eu sempre acabo por topar com meninas de uma certa cidade. Alemã.

Elas não são fisicamente de lá. São, antes, ideologicamente.

Mesmo aquelas que não se reconheceram ainda, para lá irão. Com certeza.

E é uma ideologia com a qual eu não concordo. Nem quando eu era mais "vermelho" eu gostava.

Mas tenho de admitir:

Vocês são fascinantes.

A salsicha tem a chave para para entender a estória. Para quem não entender, http://en.wikipedia.org/wiki/Frankfurt_school



Escrito por Philipe às 19h31
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Elasticidade tempo do conhecimento

Conhecimento é uma ferramenta importante para o dia-a-dia. Se formos capazes de saber coisas que nossos pares não sabem, poderemos obter sérias vantagens, desde passar no vestibular até ganhar bilhões na bolsa de valores.

Creio ser por isso que, nas minhas esporádicas leituras de ônibus, quando tem alguém sentado do meu lado, esse alguém vive querendo descobrir o que estou lendo. Antes eu ficava um pouco irritado.

Mas hoje em dia eu nem ligo mais. O cara só está querendo ver se eu estou lendo alguma coisa que pode me ser útil... O cara só quer ficar por dentro. Curiosidade, você diz. "A aldeia é plana", eu digo. Mas isso é psy-ev, um tópico que pretendo voltar mais tarde.

Mais tarde.

Sinceramente, eu acho que quando a pessoa não tenta descobrir o que a pessoa ao lado está lendo, ela tem um pouco de Jeca Tatu ou homem cordial. Yuck. Eu mesmo tento ver o que é! Minhas estatísticas sobre o que costumo ver:

40% do tempo: escritos religiosos

30% do tempo: material de escola/cursinho/curso técnico

20% do tempo: material de concurso público

10% do tempo: outros

Claro, minha amostra de ônibus é não-representativa do total. Essa pesquisa foi registrada no TSE sob número...


Mas isso que escrevi até agora foi apenas uma digressão. O que queria compartilhar com vocês é um texto que li ontem. Um texto muito bom sobre um tema muito triste. Espero que vocês tenham coração, como eu tenho. É um texto sobre a pobreza na África. Muito relevante, bem escrito, explica muito em poucas páginas. Dêem um lida. Vale a pena.

Esse é um tema ao qual pretendo voltar mais tarde.

http://papers.nber.org/papers/w9865.pdf

The Economic Tragedy of the XXth Century: Growth in Africa

---- Abstract -----

The dismal growth performance of Africa is the worst economic tragedy of the XXth century. We document the evolution of per capita GDP for the continent as a whole and for subset of countries south of the Sahara desert. We document the worsening of various income inequality indexes and we estimate poverty rates and headcounts. We then analyze some of the central robust determinants of economic growth reported by Sala-i-Martin, Doppelhofer and Miller (2003) and project the annual growth rates Africa would have enjoyed if these key determinants had taken OECD rather than African values. Expensive investment goods, low levels of education, poor health, adverse geography, closed economies, too much public expenditure and too many military conflicts are seen as key explanations of the economic tragedy.


Escrito por Philipe às 08h24
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Vamos fazer um programa?

BH é uma cidade cheia de oportunidades.

Minha recomendação hoje é a programação "Curta feminices", em cartaz no Cine Usiminas Belas Artes. A exibição dentro do espaço "Curta Petrobrás às Seis". E é de graça.                                     

A programação desse mês está excelente, já vi e pretendo rever. Eu não costumo fazer isso, somente quando a programação está muito boa.

Aliás, muito bom que o Curta Petrobrás às seis tenha voltado. Estava com saudades.

Fica aqui meu convites para todos. Menos, talvez, para a Karolinksa.

Karol, você sabe porquê, né? =D

 Curta Petrobrás às Seis: Curta Feminices

    Titulo original: Curta Petrobrás às Seis
País origem:
Brasil
Duração: 52min.
Gênero:
Curta-metragem
Classificação:
16 anos

Sinopse:


Sexo e Claustro
Claudia Priscilla - SP - Doc - 13' - Cor - 35mm – 2005
Documentário feito na Cidade do México, sobre uma singular personagem e seus sentimentos a respeito de sexo e religião.

Formigas
Verônica Guedes - CE - Ficção – 18’ – P&B - 2004
Adaptado livremente do conto "As Formigas", de Lygia Fagundes Telles, o filme conta a história de duas universitárias que ganham da dona da pensão onde moram uma caixa contendo os ossos de um anão. Nas noites seguintes milhares de formigas passam a montar o esqueleto do anão. Enquanto isso, um sentimento novo nasce entre as protagonistas.

Gineceu
Helena Lustosa - RJ – Anim – 6’ – Cor - 35mm - 1985
Curta de animação que discute a presença da mulher na origem da cultura brasileira no mito de Iracema, na pintura de Tarsila, na poesia de Gilka Machado, na revolução de Pagu.

Visita Íntima
Joana Nin - RJ/PR – Doc - 15’ – Cor - 35mm – 2005
O que faz uma mulher livre acreditar que uma penitenciária é um bom lugar para desenvolver um relacionamento amoroso? Visita Íntima mostra este amor diferente: mulheres livres que optam por manter relacionamentos com presidiários.

 

 

 

 


Escrito por Philipe às 06h47
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27/09/2006

Fica para outro post

Uma

coisa me impressiona no ônibus.

Direto eu vejo alguma mulher flertando com o trocador.

Sério.

Nada contra trocadores. Muito pelo contrário, aliás. É gente digna que faz um trabalho exigente.

E óbvio, nada contra flertar. Muito pelo contrário. Mas isso fica para outro post.

Voltando.

Sempre eu vejo alguma ulher se engraçando com o trocador dentro do ônibus. Piadinha para cá, para lá, mexe no cabelo, o cara arruma a postura e tal, contam casos. Eu acho acho isso impressionante porque eu não acho a menor eroticidade num veículo sacolejante... Hoje o cara pegou a mão da moça e começou a fazer massagem! Eu não acho que os dois se conhecessem antes.

Enquanto eu pensava nisso e observava a cena da mulher (estava em pé, o balaio tava cheio), passou outro ôninus, da mesma linha... Vazio. Lógico. Todos os passageiros devem ter pegado o primeiro ônibus, inclusive eu.

Mas isso não significaria muita coisa se eu não tivesse trocado um olhar com uma moça dentro do outro ônius, o vazio. Dava para ver a satisfação da mulher em ver o meu ônibus lotado. Os lábios levemente repuxados para cima, os olhos apertados sem fingimento. Isso tem nome, sabia? Schadenfreude. Mas isso fica para outro post.

Aliás, vocês já repararam que sistema público de transporte é cult? Principalmente metrô. Mas será que ônibus se encaixa na definição? Um cena clássica (para mim) é Juliette Binoche em Código Desconhecido no metrô. Mas Haneke é uma longa história. Mas isso fica para outro post.

Mas não é por isso que eu ando de ônibus... Fica para outro post.


Escrito por Philipe às 19h11
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X-Men

Todo mundo gostaria de ter algum poder, tipo x-men. Voar, levitar coisas com o poder da mente, etc.

Eu também.

Mas nem todo mundo sabe dos "pequenos poderes" cotidianos. Tipo olhar para o Sol e espirrar.

Isso já aconteceu com você? Sinceramente, espero que sim.

É muito legal. É só você estar com um pouco de vontade de espirrar e procurar uma fonte intensa de luz (e.g Sol). A vontade se amplifica e... atchim!

Se você tiver esse "poder", raramente passará por uma das frustrações mais incapacitantes da experiência humana. Que é perder um espirro.

Da coleguinha "Marianna", do orkut:

"Esse fenômeno já foi estudado e o nome dele é photic sneeze reflex. quem sofre disso começa a espirrar quando se expõe a luzes fortes (como o sol) de forma abrupta. Os pesquisadores estimam que até 25% da população sofram disso. a maior parte dos afetados são caucasianos e o gene tem chance de 50% de ser propagado. Por isso que há varios casos na mesma família. Na minha por exemplo eu tenho, minhas irmãs, meu pai e alguns primos por parte de pai.

Você acha mais sobre isso aqui: http://en.wikipedia.org/wiki/Photic_sneeze_reflex

Comunidade do orkut: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=893145

Prof. Xavier ainda não viu nada.

PS: Não é o Sala-i-Martin, caso tenha algum nerd lendo esse negócio. Mas fico orgulhoso por você ter se lembrado.


Escrito por Philipe às 07h14
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26/09/2006

Margarita, love and destroy

Muitas histórias se vão sem serem contadas.

Muitas ironias se vão sem serem percebidas.

Por que digo isso?

Hoje fui ao cinema. Enquanto subia a rua da Bahia, ventava frio. Típico de dia de chuva. "Vai chover.", pensei. Mas o programa prometia. Não havia problema em me molhar na volta. Não tinha tomada banho ainda.

Mas a previsão de chegar em casa ensopado não era nada atraente. O programa prometia.

E as promessas foram cumpridas.

Na hora de sair do cinema, a expectativa. O ar condicionado não permitia sequer imaginar como estava o tempo lá fora.

Pouco a pouco, descendo as escadas, pude ver o asfalto.

Muito para minha supresa, estava seco!

Muito bom.

Mas a coisa que chamou minha atenção foi o tempo.

BH não é exatamente uma cidade fria. Mas estava frio nessa hora. E soprava um vento que acariciava. O céu estava lindo encoberto, azul escuro (ia chover, lembra)? O escuro do céu contrastava MUITO com o brilho das lojas e dos olhos que faíscavam (como tem gente bonita na rua da Bahia). A Lua tinha um quê de opala (a pedra, não o queimador de gasolina), engastada no céu. Ventava.

Se fosse há três ou quatro anos, eu saberia com quem comentar esse tipo de coisa.

Mas hoje não tinha ninguém.

Aí eu imaginei fazer um post destes, ingênuo, para dividir com algum eventual leitor.

Para que algum desses matizes seja notado.

 


Escrito por Philipe às 19h49
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Rationale

Creio que blogs tem um ciclo de vida.

Começam tímidos, mas cheios de idéias.

Depois, à medida que criam um público cativo, essas idéias se transformam em escritos. Uns melhores, outros nem tanto. O autor adora. Passa a escrever mais.

Mas o tempo passa.

O autor começa a ficar cansado.

É um ciclo de vida.

O blog agoniza.

Sob demanda do público, o espaçozinho é resgatado. Ou não.

Esses são os estertores.

Enfim, a página acaba.

É um ciclo, lembra?

Esse espaço, Matizes Escondidos, está atualmente em versão beta (você sabe o que é uma versão beta, né?). Vamos ver como funciona (se funciona) e como as coisas vão sair.

Antigamente eu escrevia muita coisa e mostrava para os meus amigos. Ou, melhor, para minhas amigar.

Hoje pretendo escrever aqui, para quem quiser ler, sobre alguns dos temas aletórios que pipocam na minha cabeça quase todo dia.

É uma experiência, vamos ver como se desenrola.


Escrito por Philipe às 19h47
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